"Desordeiras" e "turbulentas" : as presas da correção de Salvador (1889-1890)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Palafoz, Jamile de Brito lattes
Orientador(a): Aras, Lina Maria Brandão de lattes
Banca de defesa: Aras, Lina Maria Brandão de, Gois, Mariana Emanuelle Barreti de, Santos, Ana Maria Carvalho dos
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal da Bahia
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em História (PPGH) 
Departamento: Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (FFCH)
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/38259
Resumo: O objetivo desta dissertação é analisar um grupo de mulheres que tiveram em comum a experiência do encarceramento na Cadeia da Correção de Salvador entre os anos de 1889- 1890. A partir de um dos registros de entrada e saída da instituição prisional, identificamos um grupo de 186 detentas envolvidas em 196 ocorrências. Presas majoritariamente sob a alcunha de “desordeiras”, estas eram em sua maioria negras. Com isso, propomos um estudo acerca das relações sociais e do cotidiano destas mulheres, a partir da perspectiva interseccional. Além do espaço prisional, analisamos o perfil aproximado das presas e discutimos mais detidamente em que medida a categoria desordem e as outras motivações que levavam ao encarceramento funcionavam como formas de controle e silenciamento. Por outro lado, também buscamos desnaturalizar a visão sobre as desordens promovidas, livrando-a de uma perspectiva negativa sobretudo do ponto de vista moral. Por fim, propomos uma reflexão sobre as desordens, observando-as enquanto mais uma das diversas formas de resistência acionadas pelas mulheres negras.