Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2005 |
Autor(a) principal: |
Santos, Julice Oliveira Dias dos
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Orientador(a): |
Barbosa, Elyana
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Banca de defesa: |
Barbosa, Elyana
,
Galeffi, Dante Augusto
,
Souza, George Evergton Sales
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Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal da Bahia
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Filosofia (PPGF)
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Departamento: |
Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (FFCH)
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufba.br/handle/ri/41131
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Resumo: |
Este trabalho estuda os escritos de Michel Foucault que contemplam a questão da temporalidade do discurso a partir, principalmente, dos livros As Palavras e as Coisas (1966) e A Arqueologia do Saber (1969). É enfocada, como o próprio título indica, a relação entre a temporalidade e o discurso a partir do argumento de que o tempo não é produto de uma intuição sensível ou racional, mas possui múltiplas durações e é imanente aos fatos da natureza ou ao “contínuo físico”. A temporalidade é descontínua e positiva. Com isto, objetiva-se analisar os conceitos que designam a crítica à subjetividade, ao princípio de transcendência da consciência e à verdade. O postulado básico é que, se o tempo não integra a experiência do sujeito, logo, permite pensar a ordem do saber mediante a “existência” ou ao caráter material do discurso. O a priori histórico é a primeira condição de possibilidade dos discursos históricos, o que conduz à determinação das epistémês (Clássica e da Modernidade). A epistémê não remete a um sentido, comporta a confíguração de um saber de determinada época. Na conclusão, refletimos sobre as transformações que a analítica do saber de Michel Foucault instaura em relação à compreensão das noções de ordem e origem, assim como analisamos a ruptura que a mesma realiza com o pensamento metafísico e com a ontologia (em especial com os representantes do século XIX e da primeira metade do século XX). |