Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2009 |
Autor(a) principal: |
Silva, Celso de Jesus
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Orientador(a): |
Saes, Sílvia Faustino de Assis
,
Barbosa, Elyana
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Banca de defesa: |
Saes, Sílvia Faustino de Assis
,
Barbosa, Elyana
,
Santana, Kleverton Bacelar
,
Leite, José Lourenço Araújo
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Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal da Bahia
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Filosofia (PPGF)
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Departamento: |
Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (FFCH)
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufba.br/handle/ri/41154
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Resumo: |
Este trabalho pretende averiguar como a teoria cartesiana da representação e a análise das ciências humanas se inserem na principal obra de Michel Foucault referente a arqueologia do saber, qual seja, As Palavras e as Coisas (1966). Essa obra, juntamente com os demais livros e textos que dão forma a análise arqueológica, focaliza e privilegia a formação de saberes e de ciências específicas a partir da Renascença até a modernidade. No entanto, o estudo empreendido nesse livro não se propõe a realizar uma teoria geral sobre as ciências e nem tão pouco uma “sistemática” história dos saberes, mas uma análise ou mesmo um recorte, um estudo denominado por Foucault de “arqueologia” a qual objetivou estabelecer as configurações que possibilitaram o aparecimento de determinados conhecimentos a partir do enfoque privilegiado na emergência das ciências humanas no interior das quais o “homem” emerge como objeto central do seu domínio, o que somente na época Moderna se evidenciou. O tema da representação e a análise da constituição das ciências humanas articulam-se claramente em As Palavras e as Coisas no interior da análise de dois períodos históricos específicos: o classicismo e a modernidade. Ainda que o período da Renascença também seja analisado, a ênfase é dada a essas duas épocas, enfatizadas paulatinamente no livro de Foucault, isto é, ao reconstruir a arquitetura epistemológica do saber ocidental nos séculos XVI (fins), XVII, XVIII, XIX, XX e os discursos subjacentes às ciências analisadas no livro em questão, o filósofo tomou como parâmetro principalmente a análise da teoria da representação (Idade Clássica) e as ciências humanas (Idade Moderna). O surgimento da representação é marcado pelo fim do Renascimento (caracterizado pelo saber das semelhanças) e seu desaparecimento é assinalado pelo “nascimento do homem” na modernidade. Essa é a dinâmica das rupturas entre essas duas epistemes esboçadas em As Palavras e as Coisas. Enquanto o período clássico é pensado através das teorias da linguagem, da história natural e da análise das riquezas, vinculadas à teoria da representação, a modernidade é relacionada ao surgimento da filologia, da economia, da biologia e das ciências humanas (dos humanismos, da reflexão antropológica, da filosofia de Kant e Nietzsche). Percorrendo esse caminho delimitado por Foucault, buscaremos entender de que forma essas noções se ajustam ao método arqueológico, mais especificamente como elas se inserem na obra que é o elemento principal tanto para o nosso trabalho como para o método de Foucault. |