Opará vive em Francisco, Rosa e Maria: Imersões na paisagem-rio de barrancas em ameaça

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Silva, Alice de Bessa
Outros Autores: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?metodo=apresentar&id=K4469930Z9
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Amazonas
Instituto de Ciências Humanas e Letras
Brasil
UFAM
Programa de Pós-graduação em Geografia
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/9446
Resumo: A distância ou a proximidade que causa cegueira entre os seres humanos e a Terra é o núcleo da ferida que desencadeia atrocidades para a vida mundana. Aqui foram elaboradas descrições em diários de imersão pelo alto leito da Bacia do Rio São Francisco (Opará); em um raio regional próximo à foz do ribeirão Formoso. As imersões descritas percorrem paisagens no intermédio entre as primaveras de 2020 e 2021 e, a narrativa meandra entre a seriedade agastada de uma denúncia e a poética dos encontros com o povo barranqueiro. O caminho que percorremos nesse tempo-espaço descritivo é atravessado por ameaça às vidas e ao ecossistema deste rio. A iminência de mais um represamento no fluxo principal da bacia é consequência do avanço no domínio da natureza pelos humanos e a conjuntura do púnico sistema econômico reproduzido pelos mesmos. Diante do latente prenúncio as pessoas que vivem nas margens ribeiras, seus modos de vida e suas percepções são desveladas como parte das paisagens do percurso. Paisagens que serão interpretadas a partir de suas morfologias culturais e humanistas. No entanto o processo laborativo é múltiplo abarcando também, em uma segunda fase, as estruturas dessas surgências descritivas e alguns mergulhos contextuais através de uma arqueologia das intervenções no leito principal de Opará. A descrição imersiva deságua nas relações entre os seres que habitam as margens em iminência do rio alcançando como guarida reflexiva os conceitos de paisagens do medo, de paisagens espirituais e de paisagens linguísticas entendidas através da geografia. Palavras-chave: Rio São Francisco; Descrições geográficas; Paisagens; Ameaça; Represamento.