Condições de saúde e bem-estar de trabalhadores universitários em relação a presença de transtorno mental comum, peso aumentado e risco metabólico

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Monteiro, Sara Alves
Outros Autores: http://lattes.cnpq.br
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso embargado
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Amazonas - Universidade do Estado do Pará
Faculdade de Enfermagem
Brasil
UFAM - UEPA
Programa de Pós-graduação em Enfermagem
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/9979
Resumo: Objetivo Geral: Avaliar as condições de saúde e bem-estar de trabalhadores universitários em relação a presença de Transtorno Mental Comum (TMC), peso aumentado e risco metabólico. Identificar as prevalências de TMC e obesidade, bem como as condições sociodemográficas e laborais dos trabalhadores. Analisar as prevalências das medidas antropométricas, de bioimpedância e de glicemia capilar com ênfase no peso aumentado e risco metabólico. Método: Estudo descritivo, transversal de abordagem quantitativa. O público-alvo foram docentes e técnicos administrativos vinculados a uma Instituição de Ensino Superior pública. A coleta dos dados ocorreu em duas etapas. A primeira de forma remota, com aplicação de instrumento, que permitiu avaliar as condições sociodemográficas e a presença de Transtorno Mental Comum. A segunda foi presencial, para realizar as medidas antropométricas, de bioimpedância, glicemia capilar e da pressão arterial. A análise foi realizada no Statistical Package for the Social Sciences (SPSS). As variáveis categóricas foram apresentadas em tabelas contendo frequências absolutas (n) e relativas (%). Assim como a regressão logística foi calculada considerando intervalo de confiança de 95% e P-valor ≤0,05. Resultados: Dos 94 participantes, a maioria eram mulheres (66%), na faixa etária ≤50 anos (63,8%), casadas (64,9%), com filhos (64,9%), sendo ≤ 2 (53,2%). A maior parte era docente (55,3%), com baixa percepção da sua condição de saúde (51,1%), apresentando peso aumentado (60,6%) e risco metabólico elevado (55,3%). Na comparação entre os grupos, os participantes com TMC (40,4%), eram os que tinham ≥ 3 dependentes de renda [60,5%, (p=0,011). A pergunta do Questionário para rastreio de transtorno mental comum com maior percentual de resposta SIM foi “sente nervoso/tenso/preocupado” (58,5%). Os participantes com peso aumentado, tinham média de 47,4 (p=0,004) anos de idade, filhos [75,4% (0,008)] e ≥ 3 dependentes da renda [54,4%(p=0,019)]. Também informaram ter alguma doença crônica [52,6% (p=0,029)], sendo a hipertensão mais frequente [47,4% (p=0,000)], e ter adoecido nos últimos 90 dias [35,1% (p=0,046)]. Os participantes com risco metabólico aumentado (55,3%), tinham > 50 anos de idade (50% (p=0,002), filhos [76,9% (p=0,007)] e desempenhavam suas funções laborais na área da Ciências Sociais e Humanas [44,2% (p=0,039)]. Além disso, consideraram sua saúde a melhorar/regular [61,5% (p=0,024), referiram ter hipertensão [44,2% (p=0,002)] e apresentaram peso [86,5% (p=0,000)] e relação cintura-quadril [55,8% (p=0,000)] aumentados. A análise de regressão logística mostrou que o sexo feminino tem 4 vezes maior chance para vir a ter Transtorno Mental Comum [OR=4.06 (IC95% 1.32 - 14.4), p≤ 0,02]. Os participantes com peso aumentado têm 8 vezes mais na chance de risco metabólico aumentado [8.47 (IC95% 2.07 -12.0) p≤ 0.008] e 4 vezes mais de percentual de gordura corporal elevado [4.78 (IC95% 1.90 - 5.10) p≤ 0.008]. Quanto ao risco metabólico aumentado, a chance aumentou para aqueles que referiram ter ≥ 3 dependentes de renda [4.52 (IC95% 1.07-22.8), p≤ 0.049] e ≥ 5 anos de tempo de atuação na IES [0.17 (IC95% 0.03-0.78), p≤ 0.036]. A gordura corporal [8.4 (IC95% 3.69-13.3), p≤ 0.001], razão cintura-quadril [4.31 (IC95% 4.05-7.75), p≤ 0.001] e o peso [15.3 (IC95% 3.36-20.1), p≤ 0.001] elevados, também aumentou a chance de risco metabólico. Conclusão: As mulheres são mais susceptíveis a ter algum Transtorno Mental Comum. Gordura corporal aumentado, bem como aqueles com risco metabólico elevado têm maior vulnerabilidade de saúde. Os achados apontam que os trabalhadores universitários necessitam ser incentivados a adotar práticas de autocuidado que favoreçam melhorar sua condição de saúde. A Instituição de Ensino Superior, que é engajada no Movimento das Universidade Promotoras de Saúde contribui para que o ambiente laboral ofereça melhores condições de bem-estar físico e mental para a comunidade acadêmica.