Vulnerabilidades e potencialidades da microbacia hidrográfica do igarapé do Mariano na zona de transição e expansão urbana de Manaus-AM

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Silva, José Roselito Carmelo da Silva
Outros Autores: http://lattes.cnpq.br/7169778813713493, 7169778813713493
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Amazonas
Centro de Ciências do Ambiente
Brasil
UFAM
Programa de Pós-graduação em Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
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Link de acesso: https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/10291
Resumo: A tese em foco analisa as vulnerabilidades e potencialidades da microbacia hidrográfica do igarapé do Mariano na zona de transição e expansão urbana de Manaus-AM. De maneira geral, objetivou-se investigar o estado de vulnerabilidades e potencialidades da microbacia ocasionados pela pressão da expansão urbana da cidade. Especificamente, foram identificados os atributos naturais vegetação, solo, clima, hidrografia e o uso da terra; foram analisados os atributos naturais, considerando as intervenções, os problemas e implicações antrópicos na microbacia; posteriormente, foram correlacionadas as informações do ecossistema hidrográfico em um Sistema de Informação Geográfica (SIG) e, por fim, foi construída a Carta Síntese de Vulnerabilidades e Potencialidades da microbacia do igarapé do Mariano. O estudo está estruturado em quatro capítulos em que o primeiro aborda sobre o uso e ocupação do sítio urbano de Manaus determinado por dois momentos econômicos da exploração da borracha que ocasionaram mudanças no espaço urbano e a implantação da Zona Franca de Manaus que impulsionou um verdadeiro êxodo rural culminando com mais de 50% dos habitantes morando em favelas e as microbacias urbanas foram degradadas. O segundo capítulo versa sobre a pesquisa e planejamento em microbacia urbana e rural, sua importância como unidade de planejamento e gestão diante da degradação dos recursos hídricos. Apresenta um estudo sobre a microbacia e sua classificação. Aborda sobre as geotecnologias com a introdução da Aeronave Remotamente Pilotada (ARP) na pesquisa e planejamento da bacia hidrográfica, tendo como suporte de estudo a ecodinâmica e morfodinâmica na identificação dos níveis de vulnerabilidades e potencialidades. O terceiro capítulo aborda sobre as formas de uso e ocupação da terra que vem se consolidando na microbacia do Mariano que se apresenta com baixa densidade demográfica. Apesar dos vetores da Área de Proteção Ambiental Adolpho Ducke e Tarumã/Ponta Negra na microbacia, as alterações antrópicas estão degradando a rede hidrográfica. Para análise mais detalhada, a microbacia foi mapeada e compartimentada em alto curso com acesso por meio da AM-010 (Manaus-Itacoatiara), médio curso com acesso pela BR-174 (Manaus-Roraima) e o baixo curso com acesso pela Avenida Cláudio Mesquita. Esses grandes eixos rodoviários facilitam e aceleram a ocupação sem planejamento. O quarto capítulo, por meio da Carta Síntese de Vulnerabilidades e Potencialidades, apresenta o cenário atual da microbacia ocasionado pela pressão da expansão urbana. Foi realizado um estudo nos anos de 2007, 2015 com ortofotos, e 2022 com imagem CBERS 04A com base em seis classes de uso e ocupação da terra apoiado em trabalho de campo com a aerofotogrametria realizada com ARP e dados morfográficos e morfométricos na identificação das potencialidades e vulnerabilidades. Os resultados mostraram que a microbacia apresenta 81,08% de potencialidades com predomínio florestal, 1,41% de áreas intermediárias em equilíbrio e 16,88% são áreas em vulnerabilidades. Conclui-se que o cenário de ocupação na microbacia do Mariano se repete ao mesmo modelo dos igarapés da área urbana de Manaus, sem planejamento e ausência do poder público, as transformações que infringem as leis ambientais deixam em vulnerabilidade o ecossistema hidrográfico e, em pouco tempo, tornar-se-á esgoto a céu aberto.