Vulnerabilidades e potencialidades da microbacia hidrográfica do igarapé do Mariano na zona de transição e expansão urbana de Manaus-AM
Ano de defesa: | 2024 |
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Autor(a) principal: | |
Outros Autores: | , |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Tese |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Amazonas
Centro de Ciências do Ambiente Brasil UFAM Programa de Pós-graduação em Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/10291 |
Resumo: | A tese em foco analisa as vulnerabilidades e potencialidades da microbacia hidrográfica do igarapé do Mariano na zona de transição e expansão urbana de Manaus-AM. De maneira geral, objetivou-se investigar o estado de vulnerabilidades e potencialidades da microbacia ocasionados pela pressão da expansão urbana da cidade. Especificamente, foram identificados os atributos naturais vegetação, solo, clima, hidrografia e o uso da terra; foram analisados os atributos naturais, considerando as intervenções, os problemas e implicações antrópicos na microbacia; posteriormente, foram correlacionadas as informações do ecossistema hidrográfico em um Sistema de Informação Geográfica (SIG) e, por fim, foi construída a Carta Síntese de Vulnerabilidades e Potencialidades da microbacia do igarapé do Mariano. O estudo está estruturado em quatro capítulos em que o primeiro aborda sobre o uso e ocupação do sítio urbano de Manaus determinado por dois momentos econômicos da exploração da borracha que ocasionaram mudanças no espaço urbano e a implantação da Zona Franca de Manaus que impulsionou um verdadeiro êxodo rural culminando com mais de 50% dos habitantes morando em favelas e as microbacias urbanas foram degradadas. O segundo capítulo versa sobre a pesquisa e planejamento em microbacia urbana e rural, sua importância como unidade de planejamento e gestão diante da degradação dos recursos hídricos. Apresenta um estudo sobre a microbacia e sua classificação. Aborda sobre as geotecnologias com a introdução da Aeronave Remotamente Pilotada (ARP) na pesquisa e planejamento da bacia hidrográfica, tendo como suporte de estudo a ecodinâmica e morfodinâmica na identificação dos níveis de vulnerabilidades e potencialidades. O terceiro capítulo aborda sobre as formas de uso e ocupação da terra que vem se consolidando na microbacia do Mariano que se apresenta com baixa densidade demográfica. Apesar dos vetores da Área de Proteção Ambiental Adolpho Ducke e Tarumã/Ponta Negra na microbacia, as alterações antrópicas estão degradando a rede hidrográfica. Para análise mais detalhada, a microbacia foi mapeada e compartimentada em alto curso com acesso por meio da AM-010 (Manaus-Itacoatiara), médio curso com acesso pela BR-174 (Manaus-Roraima) e o baixo curso com acesso pela Avenida Cláudio Mesquita. Esses grandes eixos rodoviários facilitam e aceleram a ocupação sem planejamento. O quarto capítulo, por meio da Carta Síntese de Vulnerabilidades e Potencialidades, apresenta o cenário atual da microbacia ocasionado pela pressão da expansão urbana. Foi realizado um estudo nos anos de 2007, 2015 com ortofotos, e 2022 com imagem CBERS 04A com base em seis classes de uso e ocupação da terra apoiado em trabalho de campo com a aerofotogrametria realizada com ARP e dados morfográficos e morfométricos na identificação das potencialidades e vulnerabilidades. Os resultados mostraram que a microbacia apresenta 81,08% de potencialidades com predomínio florestal, 1,41% de áreas intermediárias em equilíbrio e 16,88% são áreas em vulnerabilidades. Conclui-se que o cenário de ocupação na microbacia do Mariano se repete ao mesmo modelo dos igarapés da área urbana de Manaus, sem planejamento e ausência do poder público, as transformações que infringem as leis ambientais deixam em vulnerabilidade o ecossistema hidrográfico e, em pouco tempo, tornar-se-á esgoto a céu aberto. |