Abordagens metodológicas que favorecem a construção da autonomia intelectual do estudante: o trabalho com simulação das Nações Unidas na escola

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2015
Autor(a) principal: Godinho, Jones
Outros Autores: http://lattes.cnpq.br/3361271851276916
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Amazonas
Faculdade de Educação
Brasil
UFAM
Programa de Pós-graduação em Educação
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://tede.ufam.edu.br/handle/tede/5053
Resumo: "Abordagens metodológicas que favorecem a construção da autonomia intelectual do estudante: o trabalho com simulação das Nações Unidas na escola” traz a análise de uma experiência com metodologias ativas, mais especificamente com um modelo de simulação das Nações Unidas (ONU), desenvolvido no contexto escolar com alunos do Ensino Médio, em uma escola particular na cidade de Manaus/AM. Neste sentido, aborda sobre o papel do professor na formação do estudante, frente aos desafios da docência, articulando autonomia profissional com autonomia intelectual, num movimento que põe em relevo as possibilidades de atuação do professor no tocante ao planejamento de suas aulas, às tarefas burocráticas exigidas, bem como à perda de autonomia nas grandes decisões do ponto de vista da organização escolar e do currículo, e as implicações daí decorrentes à qualidade de seu trabalho e, de modo especial, à aprendizagem do aluno. Discute, pois, as abordagens metodológicas que favorecem a construção da autonomia intelectual do estudante, por meio de metodologias ativas de ensino-aprendizagem, em especial, o trabalho com projetos de ensino pautados na aprendizagem baseada em problemas e no estudo de caso, tendo, como exemplo, a simulação das Nações Unidas. Além de questionar os entraves e as dificuldades encontradas na escola sobre o processo de ensino e aprendizado, aponta para o que há de substantivo no trabalho docente, convidando o professor a desinstalar-se da função de mero executor de tarefas à artífice do processo ensino/aprendizagem. Além de análise bibliográfica sobre as abordagens metodológicas que favorecem a construção da autonomia dos alunos, partindo de um etnométodo, foi realizado um estudo de caso, envolvendo o acompanhamento e a observação participante da atividade de simulação da ONU, entrevistas com alunos e professores, e a análise de documentos produzidos pelos estudantes. Nesse sentido, identificamos com nosso trabalho que, a rotinização e a consequente burocratização do trabalho docente tornam-se entraves a práticas pedagógicas mais eficazes, além de dificultar a construção da autonomia do estudante e do próprio professor. No entanto, mesmo diante deste quadro, percebeu-se que a utilização de metodologias ativas de ensino-aprendizagem na escola, trouxe, aos alunos, mais dinamismo e entusiasmo, diálogo, cooperação e responsabilidade frente à construção do seu conhecimento, além de estimular o estudante a buscar/andar por conta própria, num exercício autônomo, contribuindo para a compreensão sobre a construção da autonomia, unindo formação intelectual ao processo de apropriação contínua de saberes e práticas.