Avaliação da prática de punção venosa central guiada por ultrassom em Manaus/AM
Ano de defesa: | 2019 |
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Autor(a) principal: | |
Outros Autores: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Amazonas
Faculdade de Medicina Brasil UFAM Programa de Pós-graduação em Cirurgia |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/7020 |
Resumo: | JUSTIFICATIVA: A punção de veias centrais para instalação de cateteres é considerada hoje um procedimento comum em hospitais e pronto-atendimentos. Cateteres em veias centrais tem várias funções que estão relacionados ao manuseio clínico de pacientes graves. Apesar dos benefícios, o procedimento de punção venosa central para instalação de cateteres apresenta riscos significativos como: falha em estabelecer o acesso venoso; mal posicionamento do cateter; punção arterial; hematoma subcutâneo; pneumotórax; hemotórax e até, raramente, parada cardíaca súbita. A ultrassonografia surgiu nas últimas décadas como opção para guiar a punção venosa central e a instalação de cateteres venosos centrais, mas apesar da evidência científica a favor do uso desta tecnologia, principalmente na redução de complicações e aumento das taxas de sucesso, este recurso ainda não é utilizado de forma sistemática em muitos lugares do mundo. OBJETIVO: O objetivo deste trabalho é estudar o uso do ultrassom como guia para punções venosas centrais na cidade de Manaus/AM. MÉTODO: Desenhamos um estudo descritivo transversal realizado através de questionário eletrônico, aplicado a médicos que puncionam acessos venosos centrais em sua rotina de trabalho. Os questionários foram aplicados a médicos de 4 hospitais terciários importantes da cidade de Manaus sendo 3 deles da rede pública e 1 da rede privada. A análise dos dados foi feita de forma descritiva e utilizando testes estatísticos de qui-quadrado e Fisher quando análises comparativas foram necessárias. RESULTADOS: Verificamos neste estudo que a taxa de uso do ultrassom para guiar punções venosas nos hospitais avaliados foi de 44% e os motivos mais relatados para a não utilização da ultrassonografia foram a indisponibilidade do aparelho e a falta de treinamento no uso do mesmo; não houve diferença estatística entre as respostas dadas pelos médicos residentes e especialistas; os fatores que mais incentivam os médicos a utilizarem o ultrassom são as dificuldades anatômicas, obesidade e distúrbios de coagulação. CONCLUSÕES: Este trabalho mostra que, a despeito de seus benefícios, ultrassonografia ainda não é utilizada de forma sistemática em nossos hospitais. Conscientização dos médicos, treinamento adequado, disponibilização mais ampla e facilitação do uso dos aparelhos de ultrassom parecem ser os caminhos para melhorar este cenário. |