Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2011 |
Autor(a) principal: |
Vasquês, Christiane Inocencio |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22132/tde-16052011-155613/
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Resumo: |
A obstrução de cateter venoso central totalmente implantado (CV-TI) é uma das complicações relacionadas ao seu uso. A recuperação da permeabilidade do CVC-TI é a maneira mais adequada de lidar com esta complicação por se tratar de uma intervenção mais rápida e de menor custo quando comparado com o reposicionamento ou a troca do dispositivo. O ácido ascórbico (AA) vem sendo utilizado em alguns hospitais brasileiros e resultados satisfatórios têm sido obtidos. Estudos in vitro relataram que o AA atua no processo fibrinolítico e pode contribuir para a desobstrução de cateter venoso central de longa permanência. O presente estudo tem por finalidade determinar a dose de segurança do ácido ascórbico para o tratamento da obstrução de cateter venoso central totalmente implantado. Trata-se de ensaio clínico fase II, randomizado em três grupos de tratamento (50mg, 100mg e 200mg de ácido ascórbico), não controlado, conduzido em quatro hospitais brasileiros. Para isso, foram incluídos 21 sujeitos com idade média de 53 anos, a maioria com diagnóstico de câncer de mama. Seis sujeitos obtiveram sucesso com o tratamento proposto, apresentando a desobstrução do cateter. Dentre eles, quatro receberam a dose de 50 miligramas e apresentaram desobstrução completa ou parcial. Em relação ao tempo de desobstrução, três cateteres foram desobstruídos em menos de 60 minutos e três em 60 minutos; entre eles, dois que haviam recebido dose de 50 miligramas. Observou-se, também, que houve relação entre a presença de obstrução anterior e a falha no tratamento com AA. Além disso, aqueles que não tiveram o cateter desobstruído apresentaram intervalo de tempo maior entre o diagnóstico da obstrução e o tratamento da mesma, onde foram identificados 355 dias contra 112 dias naqueles que tiveram o cateter desobstruído. A variável de segurança analisada demonstrou que o ácido ascórbico não induziu reações de hipersensibilidade nesses sujeitos. Conclui-se, portanto, que o tamanho de amostra obtido é insuficiente para afirmar que o ácido ascórbico não seja eficaz na desobstrução de cateter venoso central totalmente implantado. Os resultados encontrados neste estudo nos levam a sugerir, por ora, que a dose de 50mg pode ser testada em um ensaio clínico de fase III, com amostra maior, a fim de validar o uso do ácido ascórbico como um possível agente eficaz no tratamento da obstrução de cateter totalmente implantado. |