A coconstrução do conhecimento através de jogos de linguagem em uma aula de língua portuguesa: um estudo das estratégias de leitura a partir da análise dos enquadres interacionais.
Ano de defesa: | 2016 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro de Educação e Humanidades::Faculdade de Formação de Professores BR UERJ Programa de Pós-Graduação em Letras, Mestrado Profissional (PROFLETRAS) |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/14499 |
Resumo: | A presente dissertação buscou investigar como o enquadre do jogo pode ser interpretado no ambiente da sala de aula de língua portuguesa e avaliar, a partir da análise da fala-em-interação, a posição adotada pelos participantes, a fim de verificar até que ponto o enquadre brincadeira pode coexistir dentro do enquadre maior que é o da aula. De igual modo, o estudo em questão buscou o entendimento sobre como os enquadres interacionais revelam o desenvolvimento da competência leitora de alunos do 4º ano do ensino fundamental, de uma escola da rede pública do município de Itaboraí. Assim, apoiada em Wittgenstein (1999 [1953]), assumi uma perspectiva pragmática de linguagem e, a partir das reflexões de Kleiman (2013 [1989]; 2012 [1995]; 2001; 2007), Street (2014 [1995]), Soares (2014 [1998]), Rojo (2009; 2012), Koch (2015 [1993]; 2014 [1997]), Koch e Elias (2014), Antunes (2009;2014), Marcuschi (2007; 2008), Dolz e Schneuwly (2011 [2004]) e Gee (2005; 2008) busquei construir um novo fazer em sala de aula, com ênfase no desenvolvimento da competência leitora, a partir das estratégias de leitura de Isabel Solé (1998). A proposta de intervenção,elaborada com base na perspectiva dos multiletramentos, foi gravada em áudio e integralmente transcrita para que os dados gerados fossem analisados com base na perspectiva da Análise da Conversa Etnometodológica e da Sociolinguística Interacional. Os resultados demonstraram que a brincadeira no ambiente da sala de aula favorece o aprendizado; os enquadres e os posicionamentos negociados no fluxo na interação orientam a coprodução de sentidos, que é sustentada nos jogos de linguagem promovidos pelos interagentes, e as práticas significativas de leitura, incorporadas ao contexto escolar, fomentam o processo de coconstrução de conhecimento. |