Fronteiras do político em notícias sobre a Parada do Orgulho LGBT de São Paulo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Ribeiro, Victor Augusto Menezes
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro de Educação e Humanidades::Instituto de Letras
BR
UERJ
Programa de Pós-Graduação em Letras
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/6874
Resumo: Desde sua criação, em 1997, até sua edição mais recente, a Parada do Orgulho LGBT de São Paulo suscita a atenção da mídia jornalística brasileira. Como qualquer discurso jornalístico, a cobertura efetuada sobre a Parada é apenas uma dentre as múltiplas perspectivas possíveis sobre ela. Dada a impossibilidade de apreender a totalidade de um acontecimento através da linguagem, tem-se que as notícias sobre o evento operam necessariamente por meio de recortes: o que e de que forma focar? Estejam os jornalistas conscientes ou não, tais recortes implicam uma produção de sentidos sobre a Parada. Nesse sentido, o interesse foi investigar a criação de fronteiras discursivas em algo que, a priori, não as tem, a partir de sentidos de política em disputa. A partir dessas considerações, seguindo a perspectiva das teorias enunciativas, com ênfase na vertente francesa da Análise do Discurso, na Semiolinguística e na Pragmática, este trabalho pretende investigar: quais os sentidos e fronteiras produzidos para o político na Parada LGBT pelo discurso jornalístico? Quais os mecanismos discursivos que possibilitam tal produção? Para tanto, realizamos um estudo longitudinal de caráter exploratório em nove coberturas do jornal Folha de São Paulo, entre 1997 e 2014, num intervalo quadrienal. Os resultados sugerem uma predominância de sentidos institucionalizados de política no texto do jornal, ligados a partidos, sindicatos e elementos prototípicos, apagando as possibilidades de modos outros de ações políticas.