Movimentos sociais maternos no Rio de Janeiro: uma análise através da Teoria da Reprodução Social
Ano de defesa: | 2022 |
---|---|
Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Tese |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro de Ciências Sociais::Faculdade de Direito Brasil UERJ Programa de Pós-Graduação em Direito |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
País: |
Não Informado pela instituição
|
Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/19121 |
Resumo: | A presente tese apresenta uma investigação transdisciplinar sobre a reprodução social na sua caracterização brasileira. A noção de mãe, assim como a forma e conteúdo da proteção jurídico-estatal à maternidade no Brasil a partir da República é analisada como elemento determinante da caracterização e sustentação da reprodução social neste espaço. O ordenamento jurídico viabiliza a configuração das relações sociais pelas quais se desenvolve o capitalismo local e globalmente. Alterações na organização da vida e da produção ligadas à adoção de políticas neoliberais se relacionam à precarização para quem trabalha. Neste contexto, mudanças na regulação do acesso a bens e serviços essenciais geram endividamento, reconfigurações familiares e estatais observáveis na transferência de responsabilidades quanto a reprodução social para as famílias. A mobilização de mães, figuras não comumente prestigiadas em análises sobre a classe trabalhadora, é observada, tendo em vista o panorama traçado, a partir da memória, da caracterização dessas mulheres como trabalhadoras e da co-constituição das opressões de raça e gênero. Movimentos sociais formados por mães na cidade do Rio de Janeiro a partir de 2015, nomeadamente Movimento Mães e Crias na Luta e Movimento de Mães, Pais e Responsáveis pela Escola Pública Municipal Carioca, que ocuparam as ruas com mobilizações no âmbito da reprodução social, são analisados em estudo de caso a partir de observação participante, com apresentação e debate de dados de questionários e entrevistas realizados. O objeto é, portanto, observado a partir de ângulos complementares, fundamentalmente a partir da Teoria da Reprodução Social, considerando postulados da pesquisa militante e práticas descritas pela História Oral para o registro e análise de memórias na avaliação da formação e trajetória dos grupos estudados. |