Impacto da doença arterial coronariana avaliada pelo escore SYNTAX na evolução de pacientes com estenose aórtica grave submetidos a implante de bioprótese aórtica transcateter

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2015
Autor(a) principal: Salgado, Constantino González
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro Biomédico::Faculdade de Ciências Médicas
BR
UERJ
Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/8594
Resumo: O implante de válvula aórtica transcateter tornou-se uma opção de tratamento para pacientes com doença valvar aórtica e elevado risco cirúrgico. O papel do impacto da doença arterial coronariana nesse contexto ainda é desconhecido. Avaliar o impacto da doença arterial coronariana classificada pelo escore SYNTAX na evolução de pacientes portadores de estenose aórtica grave submetidos ao implante valvar aórtico transcateter. Estudo unicêntrico retrospectivo e prospectivo de 135 casos consecutivos de pacientes com estenose aórtica grave e elevado risco cirúrgico tratados com implante valvar aórtico transcateter de julho de 2009 a abril de 2015. Caracterização e classificação da doença arterial coronariana pelo escore SYNTAX e avaliação da influência desta na evolução no seguimento de até 2 anos. As próteses autoexpansíveis foram implantadas em 96,3% dos casos (n=130) e as expansíveis por balão em 3,7% (n=5). O escore SYNTAX pré operatório foi calculado por meio da análise de todas as coronariografias. A coorte foi dividida em 3 grupos: pacientes sem doença arterial coronariana (sem DAC, n=60), pacientes com SYNTAX ≤ 22 (DAC 1, n=59) e pacientes com SYNTAX >22 (DAC 2, n=16). A classe funcional III-IV esteve presente em 94,8% dos casos. As evoluções foram analisadas aos 30 dias, 180 dias, 1 e 2 anos. Aos 180 dias houve um aumento > 10% na fração de ejeção principalmente dos grupos DAC ( DAC1 < DAC 2) com p=0,008. A classe funcional I-II esteve presente em 96, 3% da coorte após 1 ano e em 96,1% após 2 anos. Não houve diferenças estatisticamente significantes entre os 3 grupos pela análise univariada em relação a eventos clínicos e cardiovasculares, assim como nas mortalidades geral e cardiovascular em até 2 anos de evolução. A mortalidade foi de 7,4% aos 30 dias, 12,6% aos 180 dias, 18% em 1 ano e 24,2% em 2 anos. A hipertensão arterial pulmonar foi o único fator identificado pela análise multivariada que se correlacionou com desfechos negativos em todos os momentos da evolução, inclusive com a mortalidade cardiovascular em 1 ano (p=0,047, RR:1,02) e em 2 anos (p=0,013, RR:1,48). A presença de SYNTAX ≥ 22 apresentou uma tendência (p=0,061, RR:0,92) de relação a eventos cardiovasculares em 1 ano. Não houve impacto da doença arterial coronariana avaliada pelo escore SYNTAX na evolução de até 2 anos dos pacientes portadores de estenose aórtica grave e elevado risco cirúrgico após o implante valvar aórtico transcateter.