Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2023 |
Autor(a) principal: |
Silva, Regina Midori Tamari |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.uel.br/handle/123456789/17588
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Resumo: |
INTRODUÇÃO: Cerca de um terço da população que procura atendimento em um serviço de saúde relatam a presença da dor. A dor crônica é uma realidade presente, incapacitante, e limitadora de atividades cotidianas, de trabalho ou de lazer, levando por vezes ao isolamento social e do convívio familiar, inclusive podendo diminuir a qualidade de vida tanto física como mental. O fornecimento de medicamentos no setor público através do Programa Paraná sem Dor (PSD) visa facilitar o acesso, melhorando o quadro álgico. OBJETIVO: Analisar a percepção de dor crônica de pacientes tratados com medicamentos do Programa PSD. MÉTODOS: Estudo transversal com pacientes com dor crônica, atendidos pelo Programa PSD da Secretaria Estadual de Saúde do Estado do Paraná. Através de um formulário foram coletados dados sociodemográficos, relacionados à hábitos de vida e situação de saúde, percepções da dor, uso de medicamentos e a ocorrência de reações adversas e percepção de melhora da dor. A coleta de dados deu-se no período de fevereiro a outubro de 2021, por meio de contato telefônico. O instrumento de coleta de dados de avaliação de intensidade ou alívio da dor foi a Escala Numérica de Dor, com escore de 0 (ausência de dor) a 10 (dor máxima). Foi realizada a Regressão de Poisson com variância robusta para analisar a relação entre a principal variável independente (reação adversa aos medicamentos do Programa PSD) e a variável dependente (percepção da melhora da dor), com cálculo da razão de prevalência e respectivo intervalo de confiança de 95%. Os dados foram analisados com uso do programa Statistical Package for the Social Sciences, versão 19.0. RESULTADOS: Observamos que a percepção de melhora da dor com uso dos medicamentos do Programa PSD é menor nos pacientes que consideram a qualidade de vida tanto do componente físico (p=0,007) como mental (p=0,038) como pior em comparação ao grupo que a consideram melhor. A qualidade de vida influencia na percepção da dor, embora possamos aventar a hipótese de que a presença da dor permite que a qualidade de vida seja pior. Sobre a relação entre o relato de reação adversa e a percepção de melhora da dor, percebeu-se que pacientes com reações apresentaram maior frequência de percepção de não melhora da dor (69,4%) em comparação com pacientes sem reações adversas (53,9%). Esta associação foi estatisticamente significativa na análise ajustada, tanto no modelo 1 (RP 1,59; IC 95% 1,05-2,41), ajustado por sexo, idade, cor e escolaridade (variáveis socioeconômicas), quanto no modelo 2 (RP 1,53; IC 95% 1,02-2,30), ajustado pelas variáveis do modelo 1 mais prática de atividade física, e qualidade de vida física e mental. CONCLUSÃO: O estudo identificou melhora significativa da dor depois do início da utilização dos medicamentos do Programa PSD. Também se verificou resultados significativos na percepção de melhora da dor quando a percepção do indivíduo considerava sua qualidade de vida (componente físico e mental) como melhor. Foi observado, ainda, que entre aqueles com relato de reação adversa aos medicamentos houve influência negativa na percepção de melhora da dor, aventando a hipótese de que pela presença de reação adversa pode haver descontinuidade, falha ou abandono ao tratamento o que leva a não remissão da dor. |