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A construção de um viveiro educador como estratégia didática para o conhecimento e conservação da flora da caatinga

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Rodrigues, Francisco Flávio
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual do Ceará
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=94540
Resumo: <div style="">A formação escolar nas sociedades hodiernas deve levar em conta valores pertinentes ao conhecimento e a conservação da biodiversidade. Esses valores precisam contemplar o contexto em que o aluno está inserido, de forma a suscitar ações em seu entorno. Refletir e pesquisar sobre questões locais como aquelas voltadas para o conhecimento e a conservação da flora da Caatinga - vegetação predominante na região nordeste do Brasil - faz sentido quando partilhamos da ideia de que o ensino de Biologia deve ser pautado na formação cidadã e na apropriação dos conhecimentos para ação e atuação na sociedade. Assim, o objetivo com esta pesquisa foi contribuir para o conhecimento e a conservação da biodiversidade florística da Caatinga através da construção e utilização de um viveiro educador, acompanhado de uma cartilha instrucional com informações para implantação de um viveiro de plantas nativas com finalidades didáticas. A pesquisa teve cunho descritivo, abordagem qualitativa, método de pesquisa-ação, e foram utilizados como instrumentos de coleta de dados: observação participativa, diário de campo, questionário e entrevista. O processo de construção e utilização do viveiro foi desenvolvido com a participação de alunos do ensino médio de uma escola pública regular do município de Santana do Acaraú-Ceará, além de funcionários e professores da escola. O processo contou com as etapas de 1) aula de campo e levantamento bibliográfico, 2) coleta e armazenagem de sementes; 3) construção do viveiro, produção e transplantio de mudas; 4) elaboração de cartilha instrucional. Sementes nativas foram coletadas por estudantes e professor responsável e, em seguida, armazenadas, constituindo um sementeca na escola, com 18 espécies contempladas até o momento. Um espaço na escola foi delimitado para o canteiro de produção de mudas. Os processos de germinação e desenvolvimento das mudas foram acompanhados pelo professor e equipe de estudantes empenhada nesta finalidade. Foi produzido um total de 30 mudas de oito espécies diferentes. A implantação do viveiro educador no espaço da escola mostrou-se uma estratégia viável para promover o conhecimento e valorização da Caatinga, com grande capacidade de mobilização estudantil e estimulando o sentimento de pertencimento. Características resumidas no depoimento de um aluno ao pontuar que “A Caatinga é linda […] As pessoas deviam vir para cá não só pelas praias, mas também pela caatinga, as plantas e os animais”. Como produto educacional foi elaborado uma cartilha instrucional para implantar um viveiro educador de espécies nativas em ambiente escolar.&nbsp;</div><div style="">Palavras-chave: Educação ambiental. Ensino contextualizado. Flora nativa</div>