Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2018 |
Autor(a) principal: |
Araújo, Angela De Alencar Carvalho |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual do Ceará
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=83809
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Resumo: |
<div style="">Esta pesquisa analisou as relações dialógicas na atividade linguageira de uma formadora e de duas formandas em um Curso de Letras/Inglês de uma universidade pública de Fortaleza/CE, sobre como entendem as práticas profissionais de cada uma no processo de formação docente de ensinar a ensinar. Para tanto, realizou-se uma pesquisa descritiva, dialógica, clínicointerpretativa e transdisciplinar nas seguintes áreas: Linguística Aplicada (MACHADO, 2004; 2007; ALMEIDA FILHO, 2005; 2011), Formação docente (GIMENEZ, 2005; MASETTO, 2010), Ergonomia da Atividade (AMIGUES, 2002; 2003), Trabalho do aluno (MILLET, 2003; PERRENOUD, 2005; 2011) e Crenças (ALVAREZ, 2007; BARCELOS, 2004; 2014). A geração dos dados baseou-se em princípios da Clínica da Atividade (CLOT, 2010b), da Autoconfrontação (CLOT; FAÏTA, 2000; VIEIRA; FAÏTA, 2003) e da Aloconfrontação (MOLLO, 2002), segundo as etapas seguintes: observação e filmagem de aulas da formadora e de microaulas das formandas; composição do grupo de análise; filmagem das autoconfrontações dessas protagonistas com o filme de sua atividade concreta, das autoconfrontações cruzadas das formandas, das aloconfrontações das formandas com o vídeo da atividade concreta da formadora e vice-versa, e do retorno ao coletivo. A análise dos dados baseou-se no conceito de desenvolvimento de Vygotski (VYGOTSKI, 1998; 2010; BROSSARD, 2012) e no dialogismo bakhtiniano (BAKHTIN, 2003; 2010). Faïta (1989; 2011), Farias (2011; 2016) e Magalhães (2014) alicerçaram a análise da atividade linguageira das protagonistas; Lousada (2011) fundamentou a identificação de vozes nessa atividade, e Bardin (2011), as entrevistas pré e pós-confrontações. Constatou-se a presença acentuada do discurso direto citado e de relações dialógicas de alteridade e responsividade nas autoconfrontações cruzadas e no retorno ao coletivo; a tomada de consciência e traços de desenvolvimento das protagonistas em relação às suas práticas; convergências e divergências sobre procedimentos didático-pedagógicos na formação; a percepção de falta de diálogo entre as disciplinas; e a crença da aprendizagem da docência apenas em serviço. Concluiu-se que, diante do importante papel da universidade, estudos clínicos sobre o ensinar a ensinar são urgentes. Assim, este estudo abre perspectivas para novas pesquisas que propiciem o diálogo entre formadores e formandos por meio do quadro teórico-metodológico da Autoconfrontação, visando ao desenvolvimento da docência no âmbito da formação. Palavras-Chave: Ensinar a Ensinar. Trabalho do Aluno. Clínica da Atividade. Autoconfrontação. </div> |