Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2022 |
Autor(a) principal: |
Tahim, Jamile Carvalho |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual do Ceará
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Link de acesso: |
https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=106149
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Resumo: |
O isolamento social foi uma medida adotada para a redução das curvas de transmissão da Covid-19 que culminou em mudanças de comportamentos das pessoas, inclusive de consumo alimentar. O Brasil adotou a medida protetiva de isolamento, assim como diversos países também amplamente afetados com a crise sanitária global. Com a restrição de diversas atividades sociais e o dinamismo do avanço das tecnologias digitais, o ambiente alimentar digital surge com diferentes atores, atividades e configurações que influenciam o comportamento de aquisição de alimentos. Portanto, o objetivo da pesquisa foi investigar se o isolamento social durante a pandemia da Covid-19 contribuiu para o aumento do consumo de alimentos produzidos fora de casa ofertados por aplicativos de delivery. Trata-se de um estudo quantitativo, do tipo transversal e observacional. O estudo foi realizado durante os meses de junho e julho de 2020, na cidade de Fortaleza, capital do Estado do Ceará. O levantamento dos dados ocorreu por meio de um formulário eletrônico que incluiu perguntas acerca das características socioeconômicas e demográficas, indicadores de estado nutricional e indicadores de consumo alimentar antes e durante as medidas adotadas de isolamento social. A amostra final foi de 2.430 respondentes. Desses, 78,1% indicaram o uso de aplicativos de entrega para aquisição de comida preparada fora do domicílio. Foram encontrados dois padrões alimentares para os períodos antes e durante o isolamento social: padrão ultraprocessado e padrão saudável. Estatisticamente, observou-se que não houve mudança à adesão aos padrões alimentares encontrados, comparando os dois períodos, sugerindo que as pessoas mantiveram o padrão que já tinham antes da pandemia e não mudaram o padrão alimentar durante o isolamento social. Além disso, durante o período de isolamento social, a frequência no consumo de itens considerados marcadores de alimentação não saudável mostrou-se maior para as pessoas que utilizavam aplicativos para a aquisição de alimentos preparados fora do lar, indicando a influência do ambiente alimentar digital nas práticas alimentares das pessoas. |