Avaliação do consumo alimentar e tempo de tela em crianças e adolescentes durante a pandemia por Covid-19

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: SILVA, Mayara Conceição Barboza da
Orientador(a): SILVA, João Henrique da Costa
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Nutricao, Atividade Fisica e Plasticidade Fenotipica
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/46606
Resumo: As doenças cardiometabólicas e a obesidade infantil vêm recebendo destaque como determinantes na saúde, tanto em crianças e adolescentes quanto adultos. A literatura científica aponta que os fatores de risco para doenças cardiovasculares aparecem na infância e adolescência com possibilidades de perdurar na vida adulta, e sua progressão se dá pela exposição a fatores de risco. Entre os adolescentes brasileiros, o consumo de alimentos ultraprocessados (AUP)/não saudáveis soma mais da metade das calorias consumidas diariamente e entre crianças do município de Vitória de Santo Antão -PE, a contribuição desses alimentos correspondeu a 43,70%. Há pouco, foram realizadas diversas pesquisas online englobando a alimentação durante o período da pandemia por COVID-19. Esta, teve início em dezembro de 2019, no qual o SARS-CoV 2 foi encontrado na cidade de Wuhan, na China, (YANG et al.., 2020) Dentre as medidas adotadas pelos países, no Brasil, foi sugerido o distanciamento social para tentar barrar a alta taxa de contaminação. O atual cenário de distanciamento social faz com que as crianças encontrem distrações e formas de se conectar ao mundo através de telas. Porém, por se tratar de uma atividade que não exige esforço, pode estar contribuindo com a adoção do estilo de vida sedentário e consequente aumento de peso e estes, são considerados fatores de risco para o desenvolvimento das DCNTs. O objetivo do presente estudo foi avaliar a frequência de consumo alimentar e do tempo destinado ao uso de tela de crianças e adolescentes do município de Vitória de Santo Antão durante a pandemia provocada pela COVID-19. Trata-se de uma pesquisa observacional transversal, realizada através de preenchimento de questionário eletrônico e as informações foram coletadas por chamada telefônica. Participaram do estudo 317 crianças e adolescentes de 7 a 18 anos, matriculados na rede pública de ensino do município de Vitória de Santo Antão - PE, selecionados a partir da amostragem não probabilística. O consumo alimentar foi avaliado a partir do método de escores, e os alimentos divididos em dois grupos: marcadores de alimentação saudável e marcadores de alimentação não saudável, e o tempo de tela a partir dos pontos de corte da Sociedade Brasileira de Pediatria, classificando tempo aceitável menor que 2h e elevado a partir de 2h. Nossos resultados indicaram um maior consumo de alimentos não saudáveis pelos adolescentes, comparados às crianças. O consumo dos marcadores de alimentação saudável, como arroz e feijão, se mostrou elevado nos dois grupos estudados. O tempo de tela mostrou-se elevado em ambos os grupos, sendo maior que duas horas prevalente em 71,82%. Estratégias de educação nutricional são fortemente recomendadas para este grupo, devido a elevada frequência no consumo alimentar de marcadores não saudáveis e tempo de tela, que podem resultar em complicações à saúde do indivíduo.