Para desenhar com os olhos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Silva, Anna de Moraes
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/20443
Resumo: Esta pesquisa trata de uma reflexão sobre o desenho contemporâneo aliada às práticas de meu processo artístico, de forma a questionar o que se entende como desenho e modos de propor o desenho como uma prática para experienciar o entorno. Partindo da definição clássica do desenho como observação a fim de representar o visível por meio da linha sobre um suporte, a tese busca investigar possibilidades expandidas dessa definição no âmbito contemporâneo em práticas de artes visuais e escrita. Busca avaliar nos projetos pessoais e na literatura metodologias e procedimentos que se desdobram em pesquisa poética acerca do desenho contemporâneo e a relação com a imagem, com a experiência e o (in)visível. Dividida em quatro capítulos, esta tese busca explorar os elementos ponto, linha e superfície dentro de uma pesquisa visual e teórica, em processos de criação e trabalhos realizados nos últimos anos. No primeiro capítulo, da natureza do desenho, proponho uma reflexão acerca desta questão a partir de diferentes teóricos, além do que entendo como processo e procedimento para a produção artística e a própria escrita da tese. No segundo, para desenhar com os olhos, busco apresentar a experiência da observação como um desenho anterior ao traço riscado no suporte, incluindo reflexões teóricas acerca do ponto, do zero e da origem. No terceiro capítulo, desenho por linhas invisíveis, busco abarcar as camadas de visibilidade e os tipos de linhas (in)visíveis em meu trabalho com desenho, me debruçando em três possíveis tipos: linha de corte, linha fantasmagórica e linha simulacro. No último, annaterritórios, me proponho a pensar a superfície a partir de desenhos de territórios que trazem “anna” em seus nomes, e todos os seus desdobramentos, que incluem cartografias, coleções, trajetórias e itinerários. Toda esta pesquisa é tão teórica quanto visual, utilizando também recursos como escrita de diários, desdobramentos de trabalhos e desenhos de esboço para sua elaboração.