O que pode o teatro perante a guerra?: análise das relações entre as formas dramatúrgicas e as formas da guerra contemporânea

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Oliveira Junior, Antonio Carlos de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/15136
Resumo: Estamos em guerra. Uma guerra contemporânea compreendida como um estado de exceção tornado regra ordinária de gestão pública em Agamben, como uma guerra-civil mundial em Negri, como um enquadramento que divide aqueles que tem daqueles que não tem direito ao luto em Butler e como uma necropolítica pós-colonial em Mbembe. A guerra contemporânea pode ser descrita também nos termos do jogo infinito de Carse, que reinventa suas regras e seus limites temporais e espaciais para cumprir seu único objetivo: impedir que a guerra chegue a um fim. O que pode o teatro perante a guerra contemporânea? Pode o teatro parar uma guerra? O presente trabalho pergunta pela função do teatro no enfrentamento da chamada guerra-civil mundial. Pode o jogo dramatúrgico cumprir a tarefa política do nosso tempo de resgatar a vocação profanadora do jogo? O alvo da tarefa política proposta por Agamben é capitalismo descrito nos termos de uma religião Improfanável. Para responder a pergunta, a presente tese faz uso das dramaturgias de 5 obras: Mata teu pai de Grace Passô, O evangelho segundo Jesus Rainha do Céu de Jô Clifford, a performance de Viviane Beleboni realizada durante a Parada Gay -2015 em São Paulo, Cidade à venda do coletivo ETC e Jogo da Guerra do ERRO grupo. O estudo das obras toma a guerra contemporânea em seu núcleo religioso –sagrado –inerente a toda operação de divisão e separação para analisar as dramaturgias a partir da arquitetura –como se estruturam –e das coreografias –como se mobilizam –das divisões internas (nas estruturas de jogo da linguagem) e externas (nas relações de jogo com o leitor/espectador e com o mundo). Antes, portanto, de propor uma análise das obras em si, o trabalho faz uso das obras para verificar, por um lado, a potência político transformadora das obras frente ao quadro generalizado e permanente da guerra-civil mundial, por outro verificar a pertinência e os limites do princípio de abordagem das obras a partir da arquitetura/coreografia das divisões dramatúrgicas.