Entre crenças e conspirações: jornalismo e pós-verdade em Número Zero, de Umberto Eco
Ano de defesa: | 2023 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | eng por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Palavras-chave em Inglês: | |
Link de acesso: | https://repositorio.ucs.br/11338/12768 |
Resumo: | Esta dissertação analisa as representações do jornalismo no romance Número Zero (2015), de Umberto Eco, e sua relação com o fenômeno da pós-verdade. Parte-se da hipótese de que essa relação se fundamenta nas práticas editoriais adotadas pela redação do jornal Amanhã, a partir de elementos que dialogam com características da pós-verdade, e na caracterização do personagem Romano Braggadocio como caricatura do conspiracionismo. Elencam-se, como objetivos específicos, discutir as origens e as principais características da pós-verdade; identificar as manifestações predominantes deste fenômeno, tais como as fake news, o negacionismo científico e as teorias conspiratórias; analisar a ambientação e as práticas editoriais do jornal Amanhã; e examinar a caracterização do personagem Braggadocio. A metodologia de pesquisa combina revisão bibliográfica e análise literária. A discussão sobre pós-verdade dialoga com autores que examinaram o tema na última década, como D'Ancona (2018), Kakutani (2018), Bucci (2018) e Santaella (2019). O debate acerca da dinâmica de funcionamento das teorias conspiratórias baseia-se sobretudo em Keeley (1999) e Lewandowsky e Cook (2020). Conclui-se que as representações do jornalismo presentes na narrativa se relacionam com a pós-verdade em dois eixos: primeiro, nas práticas editoriais do jornal Amanhã, a partir da ampla utilização de apelos emocionais na produção de conteúdo supostamente factual; segundo, na adesão do personagem Romano Braggadocio aos sinais do pensamento conspiratório, os quais confirmam a hipótese inicial da pesquisa. [resumo fornecido pelo autor] |