Análise da cobertura vacinal e taxa de abandono da vacina contra o sarampo na Região Metropolitana da Baixada Santista entre 2016 e 2021

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Costa, Thallita Yara lattes
Orientador(a): Martins, Lourdes Conceição lattes
Banca de defesa: Martins, Lourdes Conceição, Souza, Eduardo Carvalho de, Enohi, Ricardo Toshio
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Católica de Santos
Programa de Pós-Graduação: Mestrado em Saúde Coletiva
Departamento: Centro de Ciências Sociais Aplicadas e Saúde
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://tede.unisantos.br/handle/tede/8044
Resumo: Introdução: o sarampo é uma das doenças mais contagiosa do mundo que acometem principalmente crianças menores de 5 anos de idade, pessoas desnutridas e imunodeprimidas. A vacinação é a melhor estratégia custo-benefício e possui papel importante na eliminação, interrupção da transmissão, redução da incidência de doenças imunopreveníveis como a do sarampo, além da redução significativa na taxa de mortalidade infantil. Objetivo: analisar a cobertura vacinal (CV) e taxa de abandono da vacina contra o sarampo na Região Metropolitana da Baixada Santista (RMBS) entre os anos de 2016 e 2021. Metodologia: estudo ecológico misto com uso de dados secundários de domínio público. As taxas de cobertura vacinal e de abandono foram calculadas e categorizadas por municipio e ano estudado. Foi realizada a análise descritiva, teste de qui quadrado, teste de Kruskall-Wallis, comparações de Dunn e análise de autocorrelação espacial por meio dos índices global e local de Moran e construção de mapas temáticos. Resultados: observou-se, no período de estudo, que poucos municipios da RMBS (menor ou igual a 44,4% por ano) atingiram CV adequada na primeira dose da vacina e apenas um (11,1% por ano)na segunda dose com alternância entre três municipios, Praia Grande, Santos e Itanhaém. A RMBS apresentou alta taxa de abandono e São Vicente o maior valor entre os anos estudados. Foram observados autocorrelação espacial negativa tanto na CV como na taxa de abandono nos anos estudados. Em 2018, houve associação espacial positiva para a taxa de abandono. Considerações Finais: a CV do sarampo apresentou tendência de queda nos anos estudados, mais acentuada na segunda dose e, consequentemente, as taxas de abandono foram altas face a imcompletude do esquema vacinal. A análise espacial possibilitou verificar áreas que precisam de mais atenção nas ações de vacinação. É demonstrado a necessidade de intensificar as estratégias de imunização para recuperar a CV e evitar o ressurgimento das doenças imunopreviníveis.