Echoes of eden : biosemiotics in the material culture of 20th century consumerism

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: O'Donnell, John Gabriel lattes
Orientador(a): Hüttner, Edison lattes
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: eng
Instituição de defesa: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em História
Departamento: Escola de Humanidades
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/10988
Resumo: Há uma total contradição nas sociedades de consumo contemporâneas entre a utilidade e a avareza com que o mundo natural é reaproveitado e devastado pela atividade comercial e, ainda assim, comemorado e fetichizado em nosso registro cultural material. Imagens, tanto realistas quanto estilizadas, de plantas, seres animais, elementos geológicos, meteorológicos e astronômicos aparecem ad nasuem em nossas peças de vestuário, brinquedos, decoração, obras de arte, mídia e joias, apesar do fato de que a maioria dos contemporâneos, urbanizados os cidadãos não têm contato diário significativo com essas entidades em seu estado “bruto”. Biossemiótica é o estudo de como as espécies se comunicam entre sua própria espécie e outras; biosignos é o termo cunhado por este artigo para explorar como esses biossemióticos são usados na cultura material humana e o que sua presença denota. Devido à riqueza dos conjuntos de dados, os catálogos de lojas de departamentos de meados do século 20 são analisados quanto à presença de biosinais e as descobertas são reveladoras: cada época tem usos característicos de imagens específicas do mundo natural que podem ser ligadas a eventos históricos, políticos, mudanças econômicas e culturais em curso na época; o artigo interpreta três exemplos em profundidade como uma forma de estudos de caso sobre como essa forma de análise pode ser usada de forma convincente. Nesse sentido, não apenas a presença onipresente de biosignos em nosso mundo contemporâneo fala sobre as percepções, crenças e atitudes contemporâneas em relação à própria natureza, mas a especificidade dos biosignos que marcam uma época e um local específicos no tempo têm profundas implicações históricas, como este artigo demonstra.