Uma leitura estética de Grande sertão: veredas
Ano de defesa: | 2016 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Pontifícia Universidade Católica de Goiás
Ciências Humanas BR PUC Goiás Programa de Pós-Graduação STRICTO SENSU em Letras |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://localhost:8080/tede/handle/tede/3260 |
Resumo: | O objetivo desta dissertação é analisar a obra romanesca de João Guimarão Rosa, Grande Sertão: Veredas, numa perspectiva estética. Essa abordagem se dá pela dimensao pluri e complexa da obra, sendo ela uma fonte inesgotável de análise. Um dos aspectos fundamentais a ser investigado em Grande Sertão: Veredas é a plurifacialização da linguagem que se dá na abstração e no jogo da criação. De modo sistemático e investigativo, serão apontadas algumas possibilidades de análise das manifestações plurais da linguagem em seu processo de reconstrução e reinvenção. Sob vários aspectos, a linguagem é objeto de estudo para a compreensão de si e do mundo. Neste sentido, as análises, tanto filosóficas quanto linguísticas, são importantes para estudar um projeto experimental de criação como esse em Grande Sertão: Veredas. Por se tratar de uma linguagem criativa e viva, torna-se difícil tirar conclusões sobre ela, isto seria matá-la. Assim, para estudá-la é melhor seguir correntes críticas contemporâneas, nas quais a língua é intuída em seu poder vivo e dinâmico de criação. Por suas variadas possibilidades significativas e inúmeras inovações semânticas em Grande Sertão: Veredas, as palavras não desgastam com o tempo, mas ressignificam-se a cada nova leitura. O leitor se torna sujeito da significação, ao estabelecer novas elaborações semânticas, instauradoras de muitas veredas de sentido, de um sentido que nunca conclui, pois o sertão, no presente caso, é múltiplo e aberto, ensejador dos mais díspares significados metafísicos que acabam angustiando o ser em face dos desafios, advindos do mundo em geral e de seu próprio mundo. |