Avaliação Toxicologica do extrato de Campomanesia adamantium (Cambess.) O. Berg em modelo de camundongos induzidos a inflamação

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: CORDEIRO, Naiára Cristina
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.pgsscogna.com.br//handle/123456789/67382
Resumo: A Campomanesia adamantium, popularmente conhecida como guavira, é o fruto símbolo do Mato Grosso do Sul, devido sua importância na culinária local, mas além disso, é uma espécie muito utilizada na medicina popular para tratar problemas de fígado e do trato urinário, como anti-inflamatório, antidiarreico e antibacteriano. O presente estudo teve o objetivo de identificar os constituintes químicos do extrato etanólico das folhas de C. adamantium e avaliar ação farmaco-toxicológica sistêmica em camundongos submetidos a um tratamento com gel bucal contendo o extrato da planta. Foi realizada a fitoquímica clássica, com testes colorimétricos e de precipitação para identificar os metabólitos secundários e a determinação da atividade antioxidante foi realizada com base na atividade sequestradora de radicais livres do 2,2-difenil-1-picrilhidrazil (DPPH). Em relação à análise sistêmica, foram utilizados 28 camundongos da linhagem C57BL/6, machos, com peso de 20g ± 2g e idade 60 dias ± 5 dias. Os grupos foram compostos de 8 - 10 animais, divididos aleatoriamente em 3 grupos (n= 8 - 10, cada grupo) sendo: grupo controle que recebeu apenas água e ração, grupo tratado que recebeu o gel a base do extrato foliar de C. adamantium, e grupo ligadura, em que foi realizado implante de fio periodontal para induzir inflamação. Foi identificada no extrato a presença de compostos fenólicos, flavonoides, taninos, flavonas, chalconas, triterpenos esteroides, saponinas e glicídios redutores. Em relação à atividade antioxidante o valor de IC50 foi de 1,11 µg/g, sendo considerado muito ativo. A análise microscópica dos órgãos revelou que se mantiveram preservadas as arquiteturas epiteliais, de sustentação e funcionais em todos os grupos experimentais, o que demonstrou que a substância testada não comprometeu ou alterou as funções orgânicas nestes sistemas, sendo considerada segura para a utilização na forma de gel bucal para tratamento tópico. O uso de plantas para fins medicinais é conhecido como fitoterapia e é uma das práticas integrativas complementares no Sistema Único de Saúde (SUS). Foi desenvolvido então, um boletim técnico com as principais práticas integrativas complementares exercidas por biomédicos. Este estudo segue a linha de pesquisa Sociedade, Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e contempla o ODS 3.