Consequências do ageísmo nas organizações: um estudo com trabalhadores na maturidade

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Mendonça, Fabiana
Orientador(a): Oliveira, Lucia Barbosa de
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/10438/36459
Resumo: Este estudo teve por objetivo analisar as consequências do ageísmo nas organizações. Mais especificamente, foram analisados os impactos do ageísmo sobre a satisfação no trabalho e a satisfação com a vida, assim como o papel da centralidade do trabalho como moderador da relação entre ageísmo e satisfação no trabalho. A pesquisa foi realizada por meio de um questionário disponibilizado na plataforma SurveyMonkey e divulgado por meio de redes sociais. A amostra final foi de 87 trabalhadores com 45 anos ou mais. Os dados foram analisados por meio de modelagem de equações estruturais com apoio do software SmartPLS®.Os resultados revelaram que o ageísmo afeta significativamente tanto a satisfação no trabalho quanto a satisfação com a vida e que a influência do ageísmo na satisfação com a vida é totalmente mediada pela satisfação no trabalho. Além disso, foi confirmado o efeito moderador da centralidade no trabalho na relação entre ageísmo e satisfação no trabalho, de forma que uma maior centralidade do trabalho atenua os efeitos deletérios do ageísmo sobre a satisfação no trabalho. A amostra foi obtida por conveniência, a partir da rede de relacionamentos da autora. Desta forma, sugere-se cautela na generalização dos resultados. O estudo contribui para a literatura sobre ageísmo nas organizações ao trazer dados quantitativos sobre as consequências do ageísmo para trabalhadores maduros. Mais especificamente, o estudo traz evidências de que a satisfação com a vida e a satisfação no trabalho são significativamente afetadas pelo ageísmo, o que traz consequências negativas tanto aos próprios trabalhadores quanto para suas organizações. Espera-se que os resultados do estudo fomentem o debate em torno desse tema e a construção de estratégias e políticas organizacionais de combate ao ageísmo no ambiente de trabalho.