Percepção de médicos da estratégia de saúde da família sobre a medicina popular e seus agentes

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Cardoso, Geraldo Mário de Carvalho
Orientador(a): Melo, Eduardo Alves
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/48546
Resumo: No Brasil, a Política Nacional de Atenção Básica tem como prioridade a Estratégia da Saúde da Família - ESF, apontada como o principal acesso ao Sistema Único de Saúde - SUS, adotando atributos como a coordenação e longitudinalidade do cuidado, a orientação familiar e comunitária e a competência cultural. Entretanto, há também um sistema de saúde informal \2013 medicina popular \2013 MP, exercida por pessoas sem formação técnica especializada, os seus agentes. São representantes da sabedoria popular, como donas de casa, benzedeiras, parteiras empíricas, líderes religiosos, raizeiros que atendem em suas casas, em agências religiosas de curas e têm a capacidade de aproximar e fortalecer as relações sociais, para enfrentar, com autonomia, problemas de saúde. A capilaridade da ESF a coloca muito próxima da MP. Esta pesquisa teve com objetivo compreender a percepção dos médicos da Atenção Básica sobre a MP e seus agentes. A metodologia adotada foi de natureza qualitativa, realizada por meio de entrevista, com médicos da ESF de Maceió - AL. Como principais resultados, destacam-se a baixa interação dos médicos com a MP, a opinião de que seria importante haver parceria, a dificuldade de diferenciar a MP das Práticas Integrativas e Complementares, a presença da MP nas histórias pessoais e familiares dos médicos, a prescrição de recursos terapêuticos da MP pelos médicos e uma visão, por vezes instrumental, em relação à MP. Conclui-se que, a despeito da consideração à MP pelos médicos, estes ainda apresentam limitações importantes na visão e, sobretudo, na interação com os agentes da MP.