Avaliação do neurodesenvolvimento de crianças com e sem exposição intrauterina ao vírus zika assintomáticas ao nascimento

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Britto, José Augusto Alves de
Orientador(a): Moreira, Maria Elizabeth Lopes
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/59282
Resumo: Introdução: a exposição intrauterina ao vírus Zika (ZIKV) pode causar atrasos no neurodesenvolvimento das crianças nascidas com ou sem sintomas da Síndrome Congênita da Zika. Entretanto poucos estudos têm comparado o neurodesenvolvimento entre as crianças com exposição intrauterina ao ZIKV nascidas aparentemente assintomáticas e crianças sem exposição. Objetivo: avaliaro efeito da exposição intrauterina ao ZIKV sobre o neurodesenvolvimento de crianças assintomáticas. Método: estudo transversal aninhado numa coorteprospectiva em andamento (coorte Rio de Janeiro) de crianças nascidas durante a epidemia de Zika no Brasil que avaliou e comparou o escore composto de crianças expostas e não expostas ao ZIKV testadas pela Escala Bayley de desenvolvimento de lactentes e pré escolares - terceira edição-Bayley III. Resultados: foram avaliadas 143 crianças de 11 a 39 meses de idade incluindo 65 com exposição ao ZIKV e 72 sem exposição. Sessenta crianças (42%) apresentaram alteração do desenvolvimento em pelo menos um domínio, porém em relação aos controles não expostos, as crianças com exposição ao ZIKV não apresentaram diferenças significativas no resultado da avaliação nos domínios cognitivo, linguagem e motor. Nesse estudo o atraso mais frequente encontrado em ambos os grupos foi nalinguagem (28%).Conclusão: esses achados combinados com o fato que as crianças nascidas durante a epidemia ainda estão na idade pré-escolar reforçam a importância de se seguir acompanhando seu neurodesenvolvimento até a idade escolar uma vez que ainda não se tem conhecimento bastante sobre manifestações de atrasos tardios que podem não ser evidenciados nos primeiros anos de vida.