Fatores associados a práticas de aleitamento materno em ambiente hospitalar

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: von Seehausen, Mariana Pujól
Orientador(a): Boccolini, Cristiano Siqueira
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/47636
Resumo: São inúmeros os benefícios do aleitamento materno; suas consequências, de curto, médio e longo prazos. O aleitamento materno afeta diretamente os padrões de saúde e de mortalidade das populações: quanto mais tardiamente o aleitamento materno é iniciado, maiores as chances de óbito neonatal causado por infecções, sendo ainda maiores os riscos para recém-nascidos que recebam outro alimento além do leite materno. Considerando a importância do aleitamento materno, na presente tese são apresentados três estudos analíticos, que tiveram por base os dados da pesquisa "Nascer no Brasil", representativa nacionalmente, na qual foram entrevistadas 23.894 mulheres, nas cinco regiões do país, entre fevereiro de 2011 e outubro de 2012. Nos três estudos, foram utilizados modelos de regressão logística múltipla. O primeiro artigo evidencia que bebês nascidos em hospitais da Iniciativa Hospital Amigo da Criança têm maiores chances de ser amamentados exclusivamente no hospital, seja ele público, conveniado ao SUS ou privado. O segundo artigo evidencia que mães com sobrepeso ou obesas têm menores chances de amamentar na primeira hora de vida quando não há apoio social. Por fim, no terceiro artigo, observou-se menores chances de aleitamento materno para bebês que nascem entre a 37a e a 38a semanas gestacionais, classificados como a termo precoce, sendo os resultados ainda piores para bebês nascidos por cesariana. Conclui-se que os resultados da tese reforçam evidências prévias de que, em ambiente hospitalar, determinantes contextuais se associam mais fortemente às práticas de aleitamento materno, ou seja, as mães têm pouca ou nenhuma autonomia sobre as decisões acerca de sua saúde e de seus bebês. Logo, recomenda-se o fortalecimento e a expansão das políticas de amamentação implementadas até então e a elaboração de novas estratégias que incluam os grupos mais vulneráveis, incluindo aqueles apontados pelos estudos da presente tese.