A política nacional de atenção à saúde auditiva: avanços e entraves no município do Rio de Janeiro

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2009
Autor(a) principal: Amaral, Luciana Santos
Orientador(a): Guilam, Maria Cristina R
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/2316
Resumo: Este estudo consiste em uma proposta para identificar e discutir os principais avanços e dificuldades do processo de implementação da Política Nacional de Atenção à Saúde Auditiva (PNASA), no município do Rio de Janeiro. Parte-se do pressuposto que tal política ainda não está efetivamente implementada, e grande parte das realizações está restrita ao fornecimento de aparelho auditivo, com reduzido número de acompanhamentos e procedimentos essenciais para se obter um melhor resultado com o uso da prótese. Em 2004, o Ministério da Saúde elaborou a PNASA, buscando uma atuação mais efetiva para a melhoria da qualidade de vida das pessoas com problemas auditivos. No estado do Rio de Janeiro, atualmente, existem 13 unidades de Serviços de Saúde Auditiva. Dentre estas, quatro localizam-se no município do Rio de Janeiro, porém, no momento da pesquisa apenas duas encontravam-se habilitadas. Em 2005, o município apresentava cerca de 190 mil pessoas com deficiência auditiva. Verificou-se a necessidade de realizar um estudo que tratasse dos aspectos relacionados ao processo de implementação dessa Política, devido ao reduzido número de estudos sobre o assunto. A pesquisa envolveu duas etapas: a primeira incluiu entrevistas semi-estruturadas com atores-chave para uma descrição das unidades de saúde em estudo. Os atores selecionados fazem parte de dois grupos: profissionais de saúde envolvidos no atendimento de pacientes com problemas auditivos e usuários da Política. A segunda etapa refere-se à coleta de dados desde o início da habilitação de cada unidade até a época da realização da pesquisa; buscando caracterizar a demanda existente. Não se pode dizer que, hoje, no município, o atendimento ao paciente com perda auditiva seja realizado de forma integral. Apesar dos avanços conseguidos no processo de implementação da PNASA, que possibilitaram a ampliação do atendimento às pessoas com alteração auditiva, ainda existe uma necessidade de melhora no diagnóstico precoce, na agilidade da aquisição das próteses auditivas, da reabilitação e da garantia do acesso ao acompanhamento do usuário.