Aquisição de elipse de VP no português europeu como língua não materna por falantes nativos de chinês mandarim
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| Data de Publicação: | 2021 |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Idioma: | por |
| Título da fonte: | Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP) |
| Texto Completo: | http://hdl.handle.net/10451/47754 |
Resumo: | O presente trabalho tem como objetivo investigar a aquisição de elipse de VP (VPE) por parte de falantes nativos de chinês mandarim (CM) que aprendem o português europeu (PE) como língua segunda. As condições de legitimação de VPE são diferentes em PE e em CM. Os verbos principais não legitimam VPE em CM, o que significa que a estrutura que Goldberg (2005) designa V-stranding VP ellipsis não existe em CM. No entanto, em CM, a construção de objeto nulo (NOC) é superficialmente idêntica a V-stranding VPE em PE. Depois de Huang (1994a, b) propor que em CM há movimento de V para v, Li (2002) e Cheung (2008) baseiam-se nesta proposta e propõem que, em CM, NOC é um caso de elipse do VP enquanto VPE é um caso de elipse do vP. Em VPE, todos os modificadores adverbiais são recuperados, enquanto em NOC, segundo Li (2002), assumimos que em CM os modificadores adverbiais temporais e locativos são recuperados, mas os de modo e causa não. Neste trabalho, adotámos a Tarefa de Juízo de Valor de Verdade como método para aferir a aquisição dos aprendentes chineses do PE como L2, testando a recuperação do modificador adverbial de tempo e de modo em VPE no PE. O resultado do teste mostra que os aprendentes chineses têm, como esperado, maior dificuldade na recuperação de um modificador adverbial de modo quando a elipse é legitimada por um verbo principal, embora essa dificuldade seja esbatida muito cedo, mesmo entre falantes no grupo B2. Segundo a Hipótese de Transferência Completa e Acesso Completo ( Schwartz & Sprouse, 1994, 1996) e a Hipótese de Reconfiguração de Traços (Lardiere, 2007, 2008, 2009), assumimos que a gramática de L1 dos falantes de CM tem efeitos relevantes na aquisição do PE como L2 e os participantes chineses têm, consequentemente, dificuldade na reconfiguração dos traços associados à legitimação da V-stranding VPE em PE, podendo tratar a V-stranding VPE do PE como um caso de estrutura equivalente a NOC em CM. Contudo, mostramos também que a gramática dos falantes de CM converge rapidamente com a gramática alvo no que diz respeito à elipse de VP, o que relacionamos com a rápida aquisição de movimento generalizado do verbo para T em PE. |
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Aquisição de elipse de VP no português europeu como língua não materna por falantes nativos de chinês mandarimLíngua portuguesa - Aquisição linguísticaLíngua portuguesa - Estudo e ensino - Falantes do chinêsLíngua portuguesa - Elipse (Linguística)Língua portuguesa - Sujeito e predicado (Linguística)Teses de mestrado - 2021Domínio/Área Científica::Humanidades::Línguas e LiteraturasO presente trabalho tem como objetivo investigar a aquisição de elipse de VP (VPE) por parte de falantes nativos de chinês mandarim (CM) que aprendem o português europeu (PE) como língua segunda. As condições de legitimação de VPE são diferentes em PE e em CM. Os verbos principais não legitimam VPE em CM, o que significa que a estrutura que Goldberg (2005) designa V-stranding VP ellipsis não existe em CM. No entanto, em CM, a construção de objeto nulo (NOC) é superficialmente idêntica a V-stranding VPE em PE. Depois de Huang (1994a, b) propor que em CM há movimento de V para v, Li (2002) e Cheung (2008) baseiam-se nesta proposta e propõem que, em CM, NOC é um caso de elipse do VP enquanto VPE é um caso de elipse do vP. Em VPE, todos os modificadores adverbiais são recuperados, enquanto em NOC, segundo Li (2002), assumimos que em CM os modificadores adverbiais temporais e locativos são recuperados, mas os de modo e causa não. Neste trabalho, adotámos a Tarefa de Juízo de Valor de Verdade como método para aferir a aquisição dos aprendentes chineses do PE como L2, testando a recuperação do modificador adverbial de tempo e de modo em VPE no PE. O resultado do teste mostra que os aprendentes chineses têm, como esperado, maior dificuldade na recuperação de um modificador adverbial de modo quando a elipse é legitimada por um verbo principal, embora essa dificuldade seja esbatida muito cedo, mesmo entre falantes no grupo B2. Segundo a Hipótese de Transferência Completa e Acesso Completo ( Schwartz & Sprouse, 1994, 1996) e a Hipótese de Reconfiguração de Traços (Lardiere, 2007, 2008, 2009), assumimos que a gramática de L1 dos falantes de CM tem efeitos relevantes na aquisição do PE como L2 e os participantes chineses têm, consequentemente, dificuldade na reconfiguração dos traços associados à legitimação da V-stranding VPE em PE, podendo tratar a V-stranding VPE do PE como um caso de estrutura equivalente a NOC em CM. Contudo, mostramos também que a gramática dos falantes de CM converge rapidamente com a gramática alvo no que diz respeito à elipse de VP, o que relacionamos com a rápida aquisição de movimento generalizado do verbo para T em PE.This study aims to investigate the acquisition of VP ellipsis (VPE) by native speakers of Mandarin Chinese (MC), who learn European Portuguese (EP) as an L2. The licensing conditions of VPE are different in EP and MC. The main verb does not license VPE in MC, i.e. the type of ellipsis that Goldberg (2005) designates as V-stranding VP ellipsis is not available in MC. However, in MC, the null object construction (NOC) is superficially identical to V-stranding VPE in EP. Huang (1994a, b) proposes that there is verb movement from V to v in MC and, on the basis of this proposal, Li (2002) and Cheung (2008) claim that in MC the null object construction corresponds to a case in which a VP is elided (VP ellipsis, in a strict sense), whereas what we call VPE is a case of vP ellipsis. In MC, all the adverbial modifiers in the antecedent are recovered in the interpretation of the ellipsis site in the case of VPE, but in the case of NOC. Li (2002) argues that temporal and locative modifiers are recovered, whereas manner and reason modifiers are not recovered. In this study, we used a Truth Value Judgment Task as a method to assess the acquisition of VPE in EP as L2 by Chinese learners. We specifically tested the recovery of temporal and manner adverbial modifiers in VPE. L2 EP speakers show difficulty in recovering manner adverbial modifiers when the VPE is licensed by a stranded main verb, even though this difficulty is not expressive in the more advanced groups. According to the Full Transfer Full Access Hypothesis Schwartz & Sprouse, 1994, 1996) and the Feature Reassembly Hypothesis (Lardiere, 2007, 2008, 2009), we assume that the L1 grammar of MC speakers has an effect on the acquisition of EP as L2, and therefore Chinese learners show difficulty in reconfiguring the features associated to V-stranding VPE in EP. In that situation, these speakers may treat V-stranding VPE in EP as a case of NOC of the MC type. However, our results also show that these L2 speakers generally converge with the target grammar even in intermediate stages, a fact that we take as a consequence of the early acquisition of generalized verb movement to T in EP.Santos, Ana LúciaRepositório da Universidade de LisboaGao, Chang2021-05-11T12:54:22Z2021-04-082021-01-112021-04-08T00:00:00Zinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttp://hdl.handle.net/10451/47754TID:202692868porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP)instname:FCCN, serviços digitais da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologiainstacron:RCAAP2025-03-17T14:33:12Zoai:repositorio.ulisboa.pt:10451/47754Portal AgregadorONGhttps://www.rcaap.pt/oai/openaireinfo@rcaap.ptopendoar:https://opendoar.ac.uk/repository/71602025-05-29T03:15:15.747992Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP) - FCCN, serviços digitais da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologiafalse |
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