Avaliação da eletrocoagulação como pré-tratamento de efluente de uma indústria de panificação
Ano de defesa: | 2018 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | , , |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Tecnológica Federal do Paraná
Curitiba |
Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: | |
Área do conhecimento CNPq: | |
Link de acesso: | http://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/handle/1/3155 |
Resumo: | O setor alimentício tem grande influência no cenário industrial nacional, possuindo um elevado número de indústrias e consequentemente uma alta geração de empregos. Porém, o efluente produzido pela industrialização dos alimentos tem um alto potencial poluidor, caracterizando-se com elevadas concentrações de DQO, e óleos e graxas. No presente trabalho foi avaliada a utilização da eletrocoagulação como pré- tratamento para efluentes provenientes de uma indústria de pães, massas e bolos localizada na Região Metropolitana de Curitiba. Em uma primeira etapa foram estudados a utilização de um conjunto de eletrodos de alumínio e outro conjunto de eletrodos de ferro, modificando-se parâmetros como pH inicial, e condições operacionais como tensão e tempo de tratamento. Os parâmetros selecionados como critério para avaliação do sistema, após a eletrocoagulação, foram pH final, DQO, sólidos e turbidez, sendo o último determinado como fator resposta. Os resultados mostraram que a porcentagem de remoção de DQO foi pequena considerando os dois tipos de eletrodos, o pH final com alumínio manteve-se praticamente estável mas com o ferro houve um acréscimo. A turbidez foi o parâmetro que apresentou a melhor resposta ao tratamento considerando os dois eletrodos testados, sendo o alumínio mais eficaz alcançando 97,91% de remoção com pH inicial de 7, tensão de 12V e tempo de 40mim. Após a determinação do material do eletrodo e das condições ótimas de operação, foram realizados os ensaios cinéticos com efluente proveniente de uma segunda coleta no mesmo local. Os mesmos foram realizados em batelada, e com um tempo máximo de operação de 40 minutos, sendo as amostras coletadas a cada 5 minutos. Foram analisados os parâmetros turbidez, pH final, DQO, óleos e graxas totais, cor, cor 254 nm, temperatura, condutividade, cloretos, alumínio residual e geração de lodo, sendo obtidas remoções de 40,8%, 94,38%, 85,6% e 98,24% para DQO, turbidez, cor aparente e óleos e graxas totais respectivamente. Com relação ao pH final da solução houve um acréscimo comparado ao pH inicial, sendo que ao final do tratamento foi medido 8,17. A taxa de geração de lodo foi de 3,73 g/L, o que é considerado pequena comparado a coagulação química. A partir dos resultados apresentados, a eletrocoagulação mostrou-se eficaz para um pré-tratamento de efluente proveniente de indústria alimentícia. Com isso, pode ser considerada uma alternativa de pré-tratamento eficiente, de fácil execução e com menor geração de resíduos comparada com a eletrocoagulação química. |