Uma leitura tradutória de “A family supper”, de Kazuo Ishiguro

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Xavier, Tássia Silva Martinho lattes
Orientador(a): Ruffini, Mirian lattes
Banca de defesa: Ruffini, Mirian lattes, Winfield, Claudia Marchese lattes, Bezerra Junior, Heleno Alvares lattes
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Tecnológica Federal do Paraná
Pato Branco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Letras
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/handle/1/4467
Resumo: O presente trabalho consiste na análise da tradução e na retradução da obra A Family Supper de Kazuo Ishiguro (1995) à luz dos teóricos dos Estudos Descritivos da Tradução. O conto de Ishiguro aborda uma série de questões familiares que são consequentes da ruptura de padrões culturais de comportamento devido às ações - e as suas consequências - dos personagens e do respectivo enredo no contexto do leste asiático. De forma velada, o texto indica quais seriam os possíveis desdobramentos das tensões domésticas após a morte e o trauma vivenciados pelos personagens que rememoram eventos por meio de flashbacks no decorrer do texto. O processo tradutório em A Family Supper foi analisado em dois níveis: o sistêmico e o linguístico. Com relação ao nível sistêmico, a teoria que norteou essa análise é a teoria dos polissistemas de Itamar Even-Zohar, embora se tenha dialogado com outros teóricos que também estabelecem seus postulados em nível macroestrutural, como Susan Bassnett, Hendrik Van Gorp, e Jose Lambert. Em se tratando do nível linguístico, corroboram com a análise os trabalhos de Antoine Berman, Lawrence Venutti e Rafael Lanzetti, que em suas obras focalizam aspectos mais pragmáticos e estruturais dos processos tradutórios. É de interesse deste trabalho verificar a manutenção dos aspectos culturais e dos traços do insólito e da memória - que se dá, muitas das vezes, em seu subtexto – na tradução para a língua portuguesa brasileira em suas duas versões: na primeira tradução publicada no ano de 1995 pela professora Brunilda Reichmann e a retradução do conto, proposta pela pesquisadora deste trabalho.