Abelhas sudoeste: cartografia de controvérsias na rede sociotécnica da meliponicultura
Ano de defesa: | 2021 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | , , , |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Tecnológica Federal do Paraná
Pato Branco |
Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: | |
Área do conhecimento CNPq: | |
Link de acesso: | http://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/handle/1/25930 |
Resumo: | A presente pesquisa foi realizada com o objetivo geral de analisar a Rede Sociotécnica a partir da cartografia das controvérsias no grupo Abelhas Sudoeste, no Paraná, acompanhando os(as) meliponicultores(as) por um período de 12 meses. O estudo foi embasado no aporte teórico e metodológico da Teoria Ator-Rede (TAR), que possibilita compreender a meliponicultura em suas múltiplas inter-relações. Iniciou-se por identificar quem compõe o coletivo de actantes: meliponicultores(as); consumidores(as); interessados(as) no assunto; cientistas; abelhas sem ferrão; predadores; artefatos; plantas; clima, entre outros. Nas constantes inter-relações entre actantes, ocorrem as controvérsias que movimentam a Rede. As principais controvérsias “quentes” encontradas foram sobre: Manejos; Predadores: abelha limão e Uso de Agrotóxicos. No percurso da cartografia da Rede, quatro actantes foram se tornando chaves na composição das controvérsias e na configuração de porta-vozes: meliponicultores(as) A, B, C e D. Seguiu-se esses actantes através de visitas, entrevistas, observações, fotografias, que buscavam traduzir (tradução como processo e não resultado) a dinâmica das inter-relações do grupo de meliponicultores(as) e do modo de existência das abelhas sem ferrão, envolvendo-se diretamente nas controvérsias. Constatou-se que a meliponicultura é uma atividade recente na região e que está em crescimento, pois ainda existem diversas pessoas que não conhecem as abelhas sem ferrão e nem o seu papel ecológico, social e econômico. Assim, enfatiza-se a importância da meliponicultura na região Sudoeste do Paraná e a potência de uma Associação para fomentar estudos e práticas sustentáveis, nas inter-relações entre actantes humanos, abelhas sem ferrão, plantas, ferramentas, entre outros. |