Abelhas sudoeste: cartografia de controvérsias na rede sociotécnica da meliponicultura

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Lustosa, Priscila Rudiak lattes
Orientador(a): Corona, Hieda Maria Pagliosa lattes
Banca de defesa: Corona, Hieda Maria Pagliosa lattes, Fleury, Lorena Cândido lattes, Perondi, Miguel Angelo lattes, Silva, Patricia Nunes lattes
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Tecnológica Federal do Paraná
Pato Branco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Mel
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/handle/1/25930
Resumo: A presente pesquisa foi realizada com o objetivo geral de analisar a Rede Sociotécnica a partir da cartografia das controvérsias no grupo Abelhas Sudoeste, no Paraná, acompanhando os(as) meliponicultores(as) por um período de 12 meses. O estudo foi embasado no aporte teórico e metodológico da Teoria Ator-Rede (TAR), que possibilita compreender a meliponicultura em suas múltiplas inter-relações. Iniciou-se por identificar quem compõe o coletivo de actantes: meliponicultores(as); consumidores(as); interessados(as) no assunto; cientistas; abelhas sem ferrão; predadores; artefatos; plantas; clima, entre outros. Nas constantes inter-relações entre actantes, ocorrem as controvérsias que movimentam a Rede. As principais controvérsias “quentes” encontradas foram sobre: Manejos; Predadores: abelha limão e Uso de Agrotóxicos. No percurso da cartografia da Rede, quatro actantes foram se tornando chaves na composição das controvérsias e na configuração de porta-vozes: meliponicultores(as) A, B, C e D. Seguiu-se esses actantes através de visitas, entrevistas, observações, fotografias, que buscavam traduzir (tradução como processo e não resultado) a dinâmica das inter-relações do grupo de meliponicultores(as) e do modo de existência das abelhas sem ferrão, envolvendo-se diretamente nas controvérsias. Constatou-se que a meliponicultura é uma atividade recente na região e que está em crescimento, pois ainda existem diversas pessoas que não conhecem as abelhas sem ferrão e nem o seu papel ecológico, social e econômico. Assim, enfatiza-se a importância da meliponicultura na região Sudoeste do Paraná e a potência de uma Associação para fomentar estudos e práticas sustentáveis, nas inter-relações entre actantes humanos, abelhas sem ferrão, plantas, ferramentas, entre outros.