Uso de bioindicadores para monitorar diferentes usos e ocupações de solos e a qualidade das águas do rio Chopim, da unidade de conservação "Refúgio de Vida Silvestre dos Campos de Palmas" e seu entorno
Ano de defesa: | 2020 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | , , |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Tecnológica Federal do Paraná
Francisco Beltrao |
Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Engenharia Ambiental: Análise e Tecnologia Ambiental
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: | |
Área do conhecimento CNPq: | |
Link de acesso: | http://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/handle/1/23617 |
Resumo: | O Refúgio de Vida Silvestre dos Campos de Palmas (RVS-CP) é uma Unidade de Conservação (UC) de Proteção Integral, formada por propriedades privadas, onde atividades como agricultura e silvicultura são desenvolvidas. Esta UC abriga nascentes da bacia hidrográfica do Rio Chopim, importante fonte de abastecimento de água da região. Assim, o objetivo do presente trabalho foi utilizar os bioindicadores Allium cepa L., pelo teste de citotoxicidade e mutagenicidade, e Eisenia fetida, pelo teste de fuga, para avaliar a qualidade das águas do Rio Chopim e dos diferentes uso e ocupações dos solos do RVS-CP e seu entorno, durante as quatro estações de um ano. As amostras de água do rio foram coletadas em cinco pontos: Ponto 1 (nascente), Pontos 2 a 4 (dentro do RVS-CP) e Ponto 5 (fora do RVS-CP). As amostras de solo foram coletas em áreas de silvicultura, agricultura e campo (dentro do RVS-CP) e, agricultura fora do RVS-CP. Com relação às amostras de água do Rio Chopim, os dados mostraram que todos os pontos de coleta apresentaram efeito citotóxico para o bioindicador A. cepa, em pelo menos uma estação do ano. Esses resultados podem ser devido ao manejo inadequado das áreas que circundam os pontos de coleta, como: silvicultura, campos nativos, pastagens, agricultura e presença de habitações. Para o bioindicador animal (minhoca), somente os Pontos 1 (inverno) e 5 (outono) foram tóxicos. Quanto a mutagenicidade, os Pontos 1 e 4 (primavera), 1 e 2 (verão) e 3 (outono) apresentaram efeito mutagênico para as células meristemáticas de A. cepa, indicando que este efeito só foi observado em pontos dentro do RVS-CP. Além disso, para o bioindicador vegetal, as estações mais chuvosas (primavera e verão) foram as que apresentaram efeitos citotóxicos e mutagênicos mais evidentes. Para as amostras de solo, os usos por silvicultura (primavera) e campo (verão) apresentaram efeito citotóxico para A. cepa e, o uso por agricultura fora da UC (primavera) apresentou efeito estimulador das divisões celulares e mutagênico para este bioindicador vegetal. Para a E. fetida, os usos do solo por agricultura dentro do RVS-CP (inverno), campo (outono e primavera), silvicultura (outono e primavera) e agricultura fora da UC (primavera) apresentam taxas de fuga acima de 60% e, assim, efeito tóxico. Estes resultados podem ser justificados pela presença de macronutrientes nos diferentes usos e ocupações do solo avaliados, em especial de cálcio, fósforo, magnésio, sódio e potássio e, de metais, como alumínio, titânio, vanádio, ferro, níquel, chumbo, manganês, bário e cromo. Assim, os resultados do presente estudo destacam a importância da utilização de diferentes organismos para monitorar a qualidade ambiental e indicam a necessidade da implementação de medidas preventivas e educativas no RVS-CP, para evitar os efeitos tóxicos, citotóxicos e mutagênicos encontrados e garantir a integridade desta UC e a proteção ativa do meio ambiente e da biodiversidade. |