Tolerância de genótipos brasileiros de feijoeiro ao sulfentrazone

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Viecelli, Matheus lattes
Orientador(a): Trezzi, Michelangelo Muzell lattes
Banca de defesa: Pagnoncelli Junior, Fortunato de Bortoli lattes, Galon, Leandro lattes, Kozlowski, Luiz Alberto lattes, Trezzi, Michelangelo Muzell lattes
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Tecnológica Federal do Paraná
Pato Branco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Agronomia
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/handle/1/24890
Resumo: Na cultura do feijoeiro, são limitadas as opções de manejo químico em pré-emergência para plantas daninhas de folhas largas. Há pouca informação sobre a tolerância de genótipos brasileiros de feijão ao herbicida sulfentrazone e de características dos genótipos que estejam associadas à tolerância. Foram realizados cinco estudos investigandoa tolerância de genótipos brasileiros de feijão ao herbicida sulfentrazone e possíveis mecanismos envolvidos com a tolerância. O estudo 3 foi efetuado a campo e os demais em ambiente de casa-de-vegetação ou laboratório. No estudo 1 foram caracterizados 40 genótipos brasileiros de feijão (Phaseolus vulgaris e Vigna spp.) quanto a tolerância de sulfentrazone (400 g i.a. ha-1). No Estudo 2 foi realizada curva dose-resposta de sulfentrazone (0, 50, 100, 200, 400, 600, 800, 1000 g i.a. ha-1) avaliando diferentes níveis de tolerância entre oito genótipos. No Estudo 3, foi investigando a tolerância de diferentes classes comercias de feijão a sulfentrazone (400 g i.a. ha-1). No Estudo 4 foi determinada a atividade de enzimas antioxidantes (superóxido dismutase, catalase e peroxidase) em genótipos de feijão e sua relação com a tolerância com sulfentrazone. No Estudo 5 avaliou-se a resposta de genótipos de feijão à associação de sulfentrazone com inibidores da metabolização (inseticidas organofosforados). No Estudo 1, foi constatada grande variação de tolerância dos genótipos de feijão ao herbicida sulfentrazone. Níveis de tolerância mais elevados estiveram relacionados com maior tamanho de semente de feijão-comum, centro de origem andina e predominantemente classes comercias carioca e especial. Genótipos Vignaspp. não seguiram o mesmo padrão de tolerância que os genótipos de feijoeiro-comum, sendo caupi tolerante, adzuki altamente sensível e mungo intermediário. No Estudo 2, de modo geral doses superiores a 400 g i.a. ha-1de sulfentrazone causaram reduções acima de 50% de tolerância relativa, altura, área foliar e massa da parte aérea seca, enquanto que doses entre 100 a 200 g i.a. ha-1causaramreduções de aproximadamente 10%.Os fatores de tolerância evidenciaram que os genótipos Bico de Ouro e Pérola foram capazes de suportar doses de sulfentrazone até três vezes maiores do que o genótipo mais sensível (IPR Uirapuru). Considerando as classes comerciais de feijão, os níveis de tolerância observados foram: caupi > carioca > especial > mungo > preto.No Estudo 3, à campo, foi possível ordenar de forma decrescente a tolerância ao sulfentrazone (400 g i.a. ha-1) entre classes de feijão: caupi > mungo > carioca > especial > preto, logo, houve variações em relação ao Estudo 2. Mesmo com injúria expressiva e reduções de estande finalde 17% e 10% das classes especial e preto, não foi observada redução de produtividade. Ofeijão caupi, mungo e carioca demonstraram boa margem de segurança para 400 g i.a. ha-1de sulfentrazone. Os resultados relacionados aos mecanismos de tolerância (Estudos 4 e 5) indicaram que a metabolização é o principal mecanismo de tolerância dos genótipos a sulfentrazone, enquanto que os diferentes níveis de tolerância estiveram mais relacionados a atividade das enzimas antioxidantes.