Toxicidade de extratos vegetais ao percevejo bronzeado do eucalipto Thaumastocoris peregrinus (hemiptera: heteroptera: thaumastocoridae) e organismos não-alvo
Ano de defesa: | 2015 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | , , , |
Tipo de documento: | Tese |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Tecnológica Federal do Paraná
Pato Branco |
Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Agronomia
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: | |
Área do conhecimento CNPq: | |
Link de acesso: | http://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/handle/1/1628 |
Resumo: | Thaumastocoris peregrinus (Hemiptera: Thaumastocoridae) é um inseto originário da Austrália que está causando sérios danos à cultura do eucalipto ao redor do mundo. Ao alimentar-se da seiva das folhas, causa seu bronzeamento, podendo levar à desfolha. Medidas de controle estão sendo estudadas e a mais promissora é o parasitoide de ovos Cleruchoides noackae (Hymenoptera: Mymaridae). Produtos alternativos a base de compostos provenientes de plantas com potencial inseticida também poderiam ser uma ferramenta importante, e talvez serem utilizados concomitantemente com o parasitoide, visando um controle mais efetivo. Desta forma, o objetivo deste trabalho foi verificar a ação dos extratos aquosos de Matricaria chamomilla, Echinodorus grandiflorus, Punica granatum, Maytenus ilicifolia e Origanum majorana a 5% sobre T. peregrinus. Além disso, estudar sua possível toxicidade contra C. noackae e Gallus domesticus L., tendo em vista que estes compostos podem ter efeito negativo indesejado sobre organismos não alvo. Em uma primeira etapa, cromatografia líquida de alta eficiência (HPLC) foi utilizada para verificar os compostos fenólicos presentes nos extratos. Os extratos, então, foram testados sobre percevejo adultos, em confinamento (para verificar a ação inseticida) e teste de livre escolha (para verificar a ação repelente). Os três extratos que mostraram melhores resultados foram selecionados para os testes com os organismos não alvo. Com relação à C. noackae, testes pré e pós-parasitismo, de confinamento e de livre-escolha foram realizados para verificar se os extratos afetariam a escolha do hospedeiro pelas fêmeas ou o desenvolvimento das fases imaturas do parasitoide. Para verificar se os extratos seriam tóxicos a G. domesticus, estes foram adicionados à dieta de aves juvenis por cinco dias. Parâmetros como peso, consumo de alimento, quantificação de enzimas séricas e análise histopatológica foram realizados. Por meio das análises cromatográficas, foram detectados os ácidos gálico, ferúlico, cafeico, cumárico e vanílico. Os extratos levaram à mortalidade de 100% dos insetos em até 49% do tempo, quando comparados com a testemunha, mas E. grandiflorus, Matricaria chamomilla e Maytenus ilicifolia destacaram-se mostrando efeito repelente, sendo selecionados para a próxima etapa. Nenhum destes afetou a escolha do hospedeiro pela fêmea ou a emergência dos parasitoides, quando comparado com a testemunha. Além disso, os extratos não causaram alterações em G. domesticus, em nenhum dos parâmetros avaliados. Desta forma, verificou-se que E. grandiflorus, Matricaria chamomilla e Maytenus ilicifolia têm potencial para serem utilizados no controle de T. peregrinus, bem como mostraram-se seguros para C. noackae e G. domesticus. |