Caracterização da prevalência da dor neuropática  em diabetes, validação de instrumentos de rastreio da dor e correlação com neuropatologia cutânea.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Oliveira, Inaeh de Paula
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/42/42138/tde-04082021-144805/
Resumo: A neuropatia diabética (ND) é uma das complicações mais comuns do diabetes, atingindo cerca de 50% dos pacientes portadores da doença. Dentre os diversos sintomas da ND, destaca-se o desenvolvimento de dor crônica, que acomete principalmente as extremidades dos membros, manifestando-se como respostas exacerbadas para estímulos sensoriais. Os tratamentos convencionais disponíveis para a neuropatia, incluindo a dor associada, ainda são inadequados, e insatisfatórios, e beneficiam apenas uma pequena parcela dos pacientes. O que sugere que estes indivíduos sejam heterogêneos, pois apresentam variedades distintas de sintomas sensoriais e qualidades nociceptivas, que impedem o correto diagnóstico de sua comorbidade sensorial e consequentemente, o tratamento adequando de suas algias. Dessa forma, delinear os dados epidemiológicos e clínicos existentes, bem como conjuntos de sintomas sensoriais característicos da doença, pode ser de grande valia para o direcionamento de tratamentos mais adequados e específicos a estes pacientes. O projeto teve como objetivo determinar os perfis sensoriais de pacientes diabéticos por meio da aplicação de questionários e realização do teste quantitativo sensorial. Os resultados aqui obtidos demonstram que 70% da amostra estudada apresentou algum tipo de dor, manifestando-se de forma neuropática ou nociceptiva, sendo que ela traz um impacto negativo na vida dos voluntários com DM, demonstrados pela associação positiva entre sentir dor e sintomas de ansiedade e depressão, além da presença de pensamentos catastróficos sobre dor. Foi possível detectar também os três perfis distintos na amostra, sendo pacientes eles, pacientes sem dor, pacientes com dor leve ou moderada e pacientes com dor severa, estes separados de acordo os sintomas de dor. Ainda, através da biópsia de pele, pode-se observar que os voluntários apresentaram um avançado comprometimento sensorial, como consequência da degeneração das fibras nervosas periféricas amielínicas e mielinizadas. O estudo reforça a importância do acompanhamento clínico dos pacientes com diagnóstico de DM a longo prazo, a fim de conhecê-los quanto aos seus perfis de sintomas e sensibilidade exteroceptiva.