Carga de trabalho do nutricionista clínico: estudo de tempo e movimento contínuo em unidades de internação hospitalar

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Oliveira, Clotilde Assis
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7140/tde-12012017-135719/
Resumo: Introdução: O planejamento da força de trabalho em saúde tem sido referido como um dos principais instrumentos para a efetividade do cuidado. Entretanto, na área de nutrição clínica, os estudos ainda são escassos. Diante dessa constatação, surge a necessidade de pesquisas que possam trazer contribuições científicas, no sentido de preencher as lacunas existentes. Objetivo: Propor parâmetros de referência para o dimensionamento dos nutricionistas clínicos em unidades de internação hospitalar e compará-los com os parâmetros estabelecidos pela Resolução Conselho Federal de Nutricionistas nº. 380 de 2005. Método: Pesquisa aplicada, de campo, metodológica, descritiva, com abordagem quantitativa, realizada em três instituições hospitalares públicas de boas práticas em nutrição, localizadas no município de São Paulo. Para a identificação da carga de trabalho foi empregado o estudo de tempo movimento contínuo, com observação de 19 nutricionistas clínicos, durante a jornada de trabalho. Selecionaram-se 24 dias típicos de trabalho para observação sistemática dos profissionais. O instrumento de medida da carga de trabalho foi construído especificamente para o estudo, validado e verificada a sua aplicabilidade na população-alvo. A análise dos dados envolveu medidas de tendência central e de variabilidade. Para comparação entre as médias, aplicou-se o teste t-Student, ao nível de significância de 5%. Resultados: Foram realizadas 3931 observações. Os nutricionistas despenderam durante a jornada de trabalho: 72,8% em intervenções (9,5% em cuidado direto e 63,3% em cuidado indireto), 0,6% em atividades associadas, 9,1% em atividades pessoais, 0,6% em ausências, 11,8% em deslocamento, 2,6% em espera, 0,6% em reuniões administrativa e em 1,9% do tempo não houve observação. O tempo médio de assistência utilizado para atender os pacientes, nas seis horas, correspondeu a 7,6 minutos, no nível de atendimento primário, 16,1 minutos no secundário e 28,6 minutos no terciário, que equivale a uma proporção de pacientes por nutricionista de 48:1, 22:1 e 13:1, respectivamente. A carga média de trabalho, 360 minutos, correspondeu a 17,4 minutos. As proporções de pacientes por nutricionistas obtidas nesta investigação foram inferiores às preconizadas e estatisticamente significantes. Conclusão: Os resultados apresentados neste estudo avançam o conhecimento na área de nutrição clínica em dois aspectos. Primeiro, ao fornecer dados sobre o processo de trabalho dos nutricionistas clínicos, as intervenções/atividades mais representativas realizadas pelos nutricionistas clínicos em unidades de internação hospitalar e o tempo médio despendido por estes profissionais. O segundo aspecto refere-se à obtenção da carga média de trabalho, parâmetro importante para o cálculo do quadro de nutricionistas clínicos, em unidades de internação hospitalar.