Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2005 |
Autor(a) principal: |
Laurenza, Ana Maria de Abreu |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27142/tde-22032006-124047/
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Resumo: |
Esta tese Jornalismo e Políticas Públicas analisa uma amostra da cobertura da pauta Políticas Publicas pela imprensa de São Paulo, no período entre 1994/2004, dos jornais Folha de S.Paulo" e O Estado de S.Paulo" e das revistas semanais Carta Capital" e Veja" . Este estudo parte de um universo de 170 matérias e seleciona 18 textos para refletir se o jornalismo traz em si o potencial de estabelecer relações entre o discurso e a ação pública, comunicando ao leitor a interação que se dá entre Estado, governo e sociedade civil na implementação de uma política pública, no gasto do orçamento para a resolução dos problemas sociais do país. Desta forma, se observa se o jornalismo auxilia na dinâmica da participação política, que possa ser concretizada pela administração pública e o cidadão. A pesquisa reúne reflexões de autores de referência sobre democracia, poliarquia, espaço público, participação dos movimentos sociais, redimensionamento e questões do Estado, governabilidade, uso público da razão e da emoção, a natureza do espaço e do tempo na globalização acelerada, o estado da arte das políticas públicas no Brasil dos anos 90. A partir deste corpus teórico, criaram-se cinco categorias (engenharia social, pluralidade, noção de transformação sócio - política, didatismo e agir público) para se realizar a análise de conteúdo dos 18 textos escolhidos e dimensionar se, apesar da fragmentação inerente à atividade jornalística, a imprensa escrita consegue desempenhar esta tarefa com competência editorial, isto é, refletir o grau de conhecimento e participação que a sociedade brasileira já amealhou sobre Políticas Públicas, informando ainda o caráter matricial da pauta, que perpassa por diversos campos da atividade humana. O comentário a seguir de Theodoro Lowi, esclarece a expressão Política Pública e pontua o significado do termo de que trataremos nesta tese. A expressão política pública é um termo engenhoso que reflete a interpenetração entre o governo liberal e a sociedade, insinuando a existência de uma flexibilidade e reciprocidades maiores do que permitem alguns sinônimos unilaterais tais como: leis, estatutos, éditos e semelhantes. Essa difusão reflete novos valores na cultura política relativos à publicização de decisões e à noção da esfera pública como distinta da esfera estatal" Jornalismo e Políticas Públicas conclui que o jornalismo tem em si o potencial de estabelecer relações entre a ação pública e o discurso, quando aborda com competência editorial, pautas relativas às políticas públicas implementadas para resolver problemas sociais. Este princípio se fortalece na medida em que o processo de implantação de uma política pública possibilita em tese a criação e o fortalecimento das relações entre os agentes sociais, através da ação e do discurso, que segundo Hanna Arendt, encerra a condição humana na esfera pública, para Arendt, a esfera das aparências De maneira geral, é na mídia impressa que se processa maior relacionamento critico entre meio de comunicação e o leitor. Ao menos, pressupõe se que ao público do jornal está consagrada a ferramenta básica da cidadania que é o entendimento da língua e o potencial de expressão, base do relacionamento público. Em relação ao jornalismo, a reflexão sobre sua contribuição no desenvolvimento social mais equilibrado do Brasil, ao estabelecer relações entre discurso ( o pensamento) e ação pública, levantou questões que ajudam a entender melhor a posição híbrida dos jornais e revistas que, são meios de produção privados, portanto visam lucros e defendem interesses vários, ao mesmo tempo em que lançam no espaço mental público, informações e debates. É possível que os jornais, antes de se transformarem em tribunais de execução sumária da reputação alheia, sejam agentes do princípio mais caro da ação política pública : a necessidade de se submeter o pensamento (discurso) ao exame público. |