Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
1997 |
Autor(a) principal: |
Servín Villalba, Luis Fernando |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11144/tde-20210919-112615/
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Resumo: |
A aplicação de ácido giberélico (GA<sub>3</sub>), na fase pós-colheita de frutos de acerola (<i>Malpighia glabra</i> L.), permite o armazenamento dos frutos por mais tempo, evitando a rápida destruição e perda das qualidades nutricionais, principalmente do teor de ácido ascórbico. O uso de refrigeração e umidade relativa alta, ajuda a regular o metabolismo diminuindo a velocidade de decomposição. Para este trabalho foram utilizadas três dosagens diferentes (50, 100, 150 mg.L<sup>-1</sup>), além do controle. Frutos semi-maduros (estádio 3IP-início de pigmentação), foram colhidos de plantas de um mesmo clone. Os frutos foram avaliados através de análises físico-químicas. Os resultados obtidos mostraram que não houve influência dos tratamentos em relação ao peso, diâmetro e teores de sólidos solúveis dos frutos; no entanto, a temperatura baixa e a umidade relativa alta permitiram a conservação por um tempo maior. O uso de GA<sub>3</sub> favoreceu a diminuição nas perdas de vitamina C. Dose de 100 mg.L<sup>-1</sup> proporcionou o aumento de ácido ascórbico em maior porcentagem, até o sexto dia de armazenamento. A aplicação de doses de 50 e 100 mg.L<sup>-1</sup> de GA<sub>3</sub> favoreceram significativamente no aspecto visual dos frutos em relação à intensidade e cromaticidade da coloração de acordo aos diferentes índices (L<sup>*</sup>, a<sup>*</sup>, b<sup>*</sup>, Chroma, h° e CIRA), calculados a partir das leituras geradas em colorímetro para avaliação da coloração. Os frutos tratados com GA<sub>3</sub>, apresentavam-se mais túrgidos, indicando que o GA<sub>3</sub>, reduz a perda de água dos frutos, quando armazenados em condições de umidade relativa alta e temperatura baixa. Houve aumento na acidez total titulável para todos os tratamentos, porém maiores em termos absolutos, para as doses de 50 e 100 mg.L<sup>-1</sup> de GA<sub>3</sub>. Os frutos que receberam aplicação de GA<sub>3</sub>, apresentavam-se mais firmes durante o período de armazenamento, sendo que as doses de 50 e 100 mg.L<sup>-1</sup> de GA<sub>3</sub> deram aos frutos maior resistência a penetração (frutos mais rígidos). Doses de 50 e 100 mg.L<sup>-1</sup>, proporcionaram maior firmeza aos frutos. Houve diminuição do pH em todos os tratamentos, sendo, menores para os frutos não tratados com GA<sub>3</sub>, e os tratados com 150 mg.L<sup>-1</sup> de GA<sub>3</sub>. O uso de 100 mg.L<sup>-1</sup> de GA<sub>3</sub>, aumentou a qualidade visual (coloração) física (firmeza) dos frutos. O uso de GA<sub>3</sub> foi eficiente para reduzir o desenvolvimento da coloração, mantendo os frutos em condições pós colheita, por um maior período de tempo. Após 6 dias de armazenamento foi detectada a ocorrência de <i>Alternaria</i> sp e <i>Fusarium</i> sp nos frutos que não receberam aplicações de GA<sub>3</sub>. Após 8 dias também apareceram nos frutos que receberam as diferentes dosagens de GA<sub>3</sub>. |