A gramática do poder: Owen Jones e o papel político do ornamento na Inglaterra vitoriana

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Paredes, Barbara
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-29052025-152359/
Resumo: No século XIX, entre a primeira e a segunda Revolução Industrial, foi criada na Inglaterra uma ampla política para educação da população inglesa, já que a modernização e aceleração dos meios de produção demandavam novos tipos de conhecimentos. Paralelamente, o Estado inglês concebeu novas infraestruturas para atender às necessidades decorrentes de um enorme crescimento da população urbana. A definição dos métodos e materiais que seriam empregados, tanto no novo aparato didático quanto na edificação das novas estruturas, foi estabelecida depois de um amplo debate que envolveu, além de políticos, artistas e profissionais de diferentes áreas, dentre os quais o arquiteto Owen Jones, que participou em três empreendimentos dessa política que ficou conhecida como Reforma do Design. Como a Inglaterra estava então no auge de seu poderio imperial, a maior parcela dos objetos que de alguma maneira fizeram parte desse aparato de cunho político-didático-institucional eram provenientes de países que estavam submetidos ao seu domínio. Deste modo, a proposta desta dissertação é analisar as mudanças que o ornamento e sua utilização no design industrial sofrem nesse período e os interesses subjacentes a essa mudança, assim como a agência de um acervo monumental extra-europeu utilizado para o desenvolvimento industrial e urbano inglês vitoriano