As artes cênicas e o construtivismo semiótico-cultural em psicologia: diálogos a partir da experiência corporal-estética em composição poética cênica

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2014
Autor(a) principal: Sampaio, Juliano Casimiro de Camargo
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47132/tde-25032015-150647/
Resumo: Esta pesquisa se situa na fronteira entre as artes cênicas e a psicologia, em especial a perspectiva semiótico-cultural. Temos por tema a relação entre a experiência corporal-estética e o formar-se (Bildung). Nosso foco está em pessoas que empreendem costumeiramente iniciativas de criação teatral, em especial aquelas que as tomem por atividades profissionais. Objetivamos responder à questão: Qual o papel da experiência corporal-estética na formação do ser-ator e nos seus processos de construção de conhecimento a respeito do seu potencial de ação simbólica? Utilizamos, para tanto, da explicitação e análise de parte das experiências práticas do Eu-Outro Núcleo de Pesquisa Cênica, quando da montagem de dois espetáculos teatrais - Favores da Lua o prólogo e O Touro Branco. Essas experiências ilustram três eixos de discussão teórica de que nos utilizamos para responder a questão central desta investigação: 1 a ideia de Merleau-Ponty (2006a; 2006b; 2011; 2012; 2013) de que o homem é um fenômeno senciente que persiste no tempo; 2 a aproximação que Gadamer (1985; 2008; 2010; 2011) faz entre as artes, o jogo e festa, de onde reconhecemos uma dupla possibilidade de experiência do tempo como linear e como cíclico e a repetição como categoria temporal das artes cênicas; 3 o desenvolvimento conceitual de Boesch (1991) sobre cultura e ação em articulação com as propostas de Elias (1993; 1994a; 1994b; 1998) sobre a inevitável interdependência constitutiva entre identidade de grupo e identidade pessoal. Concluímos existir um conhecimento inerente à criação teatral, que se refere a certo poder do ser sobre o mundo. Esse poder, quando alargado, reorganiza a existência senciente do ser e nisso estabelece novas possibilidades e limites para suas relações futuras com esse mesmo mundo. A formação, nesses termos, com que lidamos nesta pesquisa é, nos termos gadamerianos, um constante sair de si para voltar a si modificado