Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2020 |
Autor(a) principal: |
Pereira, Noemy Pinto |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/39/39135/tde-13052021-144113/
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Resumo: |
A reestenose é uma resposta fibroproliferativa que acontece na parede dos vasos após uma lesão mecânica, geralmente seguida do procedimento de angioplastia, ocasionando obstrução vascular. O remodelamento do vaso, causado pela lesão mecânica, ocasiona proliferação, crescimento e migração das células do músculo liso vascular (CMLV, do inglês Vascular Smooth Muscles Cells) da camada média para a camada íntima, acompanhado por fibrose, acarretando neoíntima e estreitamento do lúmen vascular. O papel dos microRNAs (miRNAs) vêm sendo amplamente estudados na lesão vascular, haja vista que apresentam um grande potencial terapêutico para o tratamento de doenças. O miRNA-146a tem ganhado destaque nas doenças fibroproliferativa, uma vez que este regula genes alvos envolvidos no remodelamento vascular. O treinamento físico (TF) apresenta-se como um importante modulador da expressão de miRNAs, sendo considerado uma terapia não farmacológica para o tratamento de doenças cardiovasculares (DCVs) pela sua capacidade de induzir diversas adaptações benéficas. Diante desse cenário, nosso objetivo foi avaliar a linha temporal da reestenose e verificar o papel terapêutico do TF aeróbico na regressão da formação da neoíntima, diminuindo a expressão do miRNA-146a e aumentando a expressão de seu alvo vasorina (VASN) no controle da reestenose e também avaliar mecanismos moleculares relacionados com o aumento da neoíntima vascular como: TGF-β (Transforming Growth Factor Beta), PCNA (índice de proliferação do inglês Proliferating Cell Nuclear Antigen), ADAM-17 (metaloprotease 17), NF-κβ (Nuclear Factor Kappa Beta) e KLF4 (Krüppel-Like Factor 4). Para isso, utilizamos um protocolo de TF aeróbico (natação) de moderada intensidade, com quatro grupos experimentais de ratos Wistar: lesionado com cateter balão treinado (LT), sham treinado (ST) e seus respectivos controles lesionado sedentário (LS) e Sham sedentário (SS). Foi possível observar que a um aumento na capacidade física dos animais que passaram pelo protocolo de TF de natação, assim como uma manutenção da massa corporal e da pressão arterial sistólica e média. Também foi possível observar que o TF foi capaz de prevenir a formação exacerbada de neoíntima vascular e capaz de manter o diâmetro do lúmen. Em relação aos mecanismos moleculares envolvidos na prevenção da neoíntima foi observado que o TF aeróbico modula o miRNA 146a, onde houve uma redução do mesmo. Observamos que houve um aumento da expressão gênica e proteica da VASN. Isso nos leva a entender que o TF foi capaz de prevenir a reestenose por meio do aumento da expressão da VASN que por sua vez inibe diretamente a ativação da cascata inflamatória que começa com ativação do TGF-β e que ativa diversas citocinas inflamatórias. Tornando viável o TF aeróbico para a prevenção de exacerbada formação de neoíntima vascular |