Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2021 |
Autor(a) principal: |
Lin, Sumika Mori |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5169/tde-09092021-120719/
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Resumo: |
Introdução: O envelhecimento populacional advindo da transição epidemiológica traz desafios nos cuidados aos idosos. O comprometimento cognitivo e a síndrome de fragilidade são condições de alta prevalência e são causadoras de alta morbimortalidade. A coocorrência destas condições tem sido descrita, e o entendimento do comprometimento cognitivo associados a síndrome de fragilidade é pouco descrita, principalmente em países em desenvolvimento. A queixa de memória pode ser uma porta de entrada para a melhor compreensão da evolução do comprometimento cognitivo em idosos frágeis. O diagnóstico precoce de disfunções físicas e cognitivas podem colaborar com a criação de melhores opções de tratamento. Objetivo: Avaliar a associação entre a síndrome de fragilidade e o desempenho cognitivo em idosos com queixas de memória. Métodos: Participantes idosos ambulatoriais com queixas de memória auto referida ou notada por familiares e/ou médicos, foram avaliados com uma bateria neuropsicológica que avaliou a função cognitiva global, a memória, a atenção, a linguagem, a função executiva e a habilidade visuoespacial. Foram usados os critérios fenotípicos que identificaram os frágeis, pré-frágeis ou robustos. Foram usados modelos de regressão linear com ajustes para variáveis sociodemográficas. Utilizamos também análises de interação de educação com fragilidade e seus componentes sobre o desempenho cognitivo por domínios. Resultados: Foram avaliados 160 participantes, com idade média de 80,3±6,5 anos, 73% eram mulheres, tinham 5,6±5,2 anos de escolaridade e 64% eram brancos. 16% eram robustos, 61% eram pré-frágeis e 23% frágeis. O estado de pré-fragilidade se associou a um pior desempenho no domínio de memória (Z-escore - 0,37; -0,74 a -0,01, p = 0,046). A lentificação medida por velocidade de marcha associou-se a pior desempenho cognitivo global, na memória, atenção e linguagem. A velocidade de marcha com distrator associouse com pior desempenho em todas os domínios cognitivos e global. Houve interação de menor escolaridade com a lentificação mostrando pior desempenho cognitivo global, da atenção e da função executiva. Conclusão: Em idosos com queixa de memória, a avaliação precoce do status de fragilidade e de lentificação pode colaborar para a detecção de disfunções cognitivas. |