Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2020 |
Autor(a) principal: |
Silva, Hanieri Alves da |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11150/tde-05062020-085841/
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Resumo: |
O aquecimento da Ecosfera devido às mudanças climáticas vem intensificando as condições de estresse térmico e déficit hídrico nas comunidades de plantas. Tendo em vista que o estabelecimento é o momento de maior mortalidade de plântulas durante a colonização do ambiente, o trabalho buscou testar a hipótese de que os estresses hídrico e térmico são capazes de retardar o estabelecimento da espécie nativa da Caatinga Piptadenia moniliformis (Benth.) Luckow & R.W. Jobson e a mobilização das reservas, devido a alterações na relação fonte-dreno. Para tanto, utilizou-se uma abordagem integrada considerando crescimento da plântula, status hídrico, mobilização das reservas, partição de metabólitos e atividade de hidrolases. Os resultados encontrados mostram que quando as plântulas são expostas ao estresse osmótico induzido por manitol de forma isolada, o retardo do crescimento não é acompanhado pela alteração do status hídrico, mas está associado ao atraso da mobilização das reservas nos cotilédones e à diminuição da disponibilidade de carboidratos não estruturais na raiz. De forma contrastante, o estresse térmico é capaz de atrasar o estabelecimento do aparato fotossintético e comprometer a atividade de enzimas hidrolíticas, mesmo que o uso das reservas não tenha sido alterado nos cotilédones. Desta forma, sob as condições utilizadas neste trabalho, os estresses osmótico e térmico são capazes de retardar o estabelecimento da plântula de P. moniliformis e de afetar diferencialmente a mobilização das reservas majoritárias nos cotilédones. Não há evidencias claras de que a alteração da relação fonte-dreno medeie o atraso na mobilização das reservas das plântulas sob estresse osmótico. Ainda, as plântulas de P. moniliformis são capazes de conservar as principais reservas de nitrogênio sob alta temperatura. Considerando a ausência de mortalidade, sugere-se que P. moniliformis apresenta tolerância aos estresses osmótico e térmico nas condições testadas durante o estabelecimento da plântula e que a manutenção dos status hídrico e a utilização das reservas de carboidratos não estruturais podem estar relacionadas à estratégia de sobrevivência para está espécie. |