Independência funcional dos idosos vítimas de fraturas: da hospitalização ao domicílio

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2007
Autor(a) principal: Monteiro, Carla Roberta
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7139/tde-23012008-111824/
Resumo: Paralelamente à transição demográfica, a prevalência do trauma em idosos tem aumentado de forma significativa nos últimos anos. O trauma, não raras vezes está associado à seqüelas, incapacidades, deficiências e mesmo à diminuição da capacidade funcional, representando um prejuízo na qualidade de vida das vítimas e suas famílias devido à perda da autonomia e independência, tornando–se uma importante questão social , econômica e de saúde. Deste modo, o presente estudo teve como objetivo geral, avaliar a independência funcional de idosos vítimas de fratura, na admissão hospitalar, alta e um mês após o regresso ao domicílio e verificar suas relações com as variáveis sociais e de saúde. Participaram do estudo 34 idosos com idade média de 75,47 anos, hospitalizados na Unidade de Trauma-Geriatria ou Pronto Socorro do Instituto de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina da USP, vítimas de fratura. Os dados foram coletados pela pesquisadora por meio de entrevistas para a caracterização biodemográfica e pela aplicação da Medida de Independência Funcional (MIF). A aplicação da MIF se deu em três momentos: até 48 horas após a internação, na alta hospitalar e após um mês do regresso do idoso ao domicílio, desta vez por meio de contato telefônico. Da totalidade, 82,4% dos idosos se declararam brancos, 52,9% eram do sexo feminino, apenas 11,8% referiram prática regular de atividade física. Quanto ao trauma: a fratura de fêmur predominou representando 67,6% das fraturas, sendo 53% fraturas transtrocanterianas e 39% do colo de fêmur. A queda no ambiente doméstico foi o principal mecanismo de trauma. O tempo médio de permanência hospitalar foi de 15,47 dias. A modalidade de tratamento empregada foi essencialmente cirúrgica com destaque para o DHS (parafuso dinâmico de quadril) e as artroplastias parciais e totais de quadril. Quanto à independência funcional: houve um aumento considerável nas médias dos valores da MIF motor e total no momento da alta, comparado à admissão; em contrapartida houve uma diminuição dos valores médios da MIF total um mês após regresso ao domicílio. Observou-se que a incapacidade funcional aumentou com a idade e uma significativa associação entre maiores comprometimentos funcionais e maiores dias de internação. A presença contínua de acompanhante constituiu-se em um fator protetor contra o declínio funcional. O hipotireoidismo, a demência e a depressão foram associados à menores scores da MIF motora. O presente estudo aponta ainda para o fato de que a maioria dos idosos voltou para a comunidade com necessidade de alguma forma de assistência para os cuidados pessoais, mobilidade e locomoção, acentuando assim a importância do papel da família