Óleos essenciais na alimentação de equinos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2012
Autor(a) principal: Françoso, Rafael
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10135/tde-13112013-083721/
Resumo: O concentrado em substituição à parte da forragem na alimentação, principalmente por grãos de cereais ricos em amido, a fim de suprir as necessidades energéticas do animal, pode exceder a capacidade digestiva do intestino delgado e atingir o ceco e cólon, acarretando em mudanças na microbiota e causando distúrbios gastrointestinais. O objetivo desse estudo foi avaliar o efeito da suplementação do óleo essencial carvacrol sobre a digestibilidade aparente dos nutrientes da dieta, resposta glicêmica e insulinêmica pós-prandial, pH fecal, perfil plasmático de triglicerídeos, colesterol total, frações de colesterol ligado à lipoproteína de alta densidade (HDL-C), colesterol ligado à lipoproteína de baixa densidade (LDL-C) e colesterol ligado à lipoproteína de muito baixa densidade (VLDL-C). Foram utilizados oito animais da raça Mini-horse, machos, castrados, com idade de 42±6 meses, peso médio de 135±15 kg, alimentados com dieta contendo alta proporção de concentrado: volumoso, constituída de 60% concentrado comercial peletizado e 40% de feno de gramínea, cuja variação foi a inclusão de um produto contendo 7% de carvacrol, onde os tratamentos foram inclusão de controle, 100, 200 e 300 ppm de óleo essencial contendo 7% de carvacrol. O delineamento experimental utilizado foi em quadrado latino duplo 4x4 com medidas repetidas no tempo e os dados obtidos foram submetidos à análise de variância com nível de significância de 5%. Os resultados dos coeficientes de digestibilidade MS, MO, PB, EE, MM, FDN e FDA foram respectivamente, P= 0,48; P= 0,66; P= 0,58; P= 0,64; P= 0,55; P= 0,58; P= 0,46; valores de pH fecal observados foram adequados (pH = 6,38) para o equilíbrio da microbiota, não sendo observado efeito de tratamento (P=0,84). Na avaliação da área abaixo da curva (AAC), não foi observado efeito de tratamento (P= 0,48) para os valores de glicose. A resposta plasmática de insulina apresentou efeito quadrático para AAC (P=0,05) nos tempos (90, 150 e 210 minutos). Na avaliação de gordura plasmática não foi encontrado efeito de tratamento para triglicérides o valor de (P=0,37), para colesterol total e frações HDL, LDL e VLDL os valores foram respectivamente, P= 0,85; P= 0,57; P= 0,94; P= 0,37. A inclusão de óleo essencial na dieta não promove efeito sobre a digestibilidade, resposta glicêmica, perfil plasmático de gordura plasmática e pH das fezes. A inclusão de óleo essencial promove efeito sobre a resposta insulinêmica.