Efeitos in vitro da papaína em fibroblastos humanos oriundos de pele

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Medeiros, Mário Múcio Maia de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5132/tde-28042022-134424/
Resumo: Feridas cutâneas são consideradas um problema de saúde pública, devido ao impacto psicológico, social e econômico que causam. Seu tratamento é dinâmico e depende da evolução das fases da reparação tecidual. Dentro do conceito de curativos contendo princípios ativos, um dos produtos mais utilizados é a papaína uma complexa mistura de enzimas proteolíticas e peroxidases, que causam a proteólise e degradação de proteínas do tecido desvitalizado. Vários estudos tentam quantificar a dose ideal para que a papaína exercesse efeito estimulante no processo de cicatrização, porém, sem sucesso. Assim, em nosso estudo pretendemos avaliar os efeitos de diferentes concentrações de papaína em cultura de fibroblastos de pele, avaliando a capacidade de proliferação e viabilidade celular, citotoxicidade e metabolismo celular pela expressão de colágeno tipo I. Para tanto estabelecemos a IC50 da papaína na cultura de fibroblastos aproximadamente 57µM em 24 horas e 87µM em 48 horas. Com doses inferiores à IC50 realizamos nossos ensaios. Soluções de papaína à 0,075%, 0,05% mostraram-se não tóxicas, porém sem efeito proliferativo celular. Papaína nas concentrações de 0,05%, 0,025% e 0,0125%. também não apresentaram estímulo na síntese de colágenos quando comparadas ao controle. Assim pudemos concluir que não existe correlação direta entre doses de utilização clínica da papaína e doses in vitro. Efeitos pró-cicatrizantes observados clinicamente não ocorrem à custa de estímulo direto sobre fibroblastos