Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2023 |
Autor(a) principal: |
Silva, Marcella Giancoli Kato Cano da |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
|
Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
|
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
País: |
Não Informado pela instituição
|
Palavras-chave em Português: |
|
Link de acesso: |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10132/tde-02082023-153000/
|
Resumo: |
O mastocitoma tem se destacado dentro da oncologia veterinária por ocupar o lugar do câncer mais incidentes nos cães. Esse tumor se origina dos mastócitos, que são células de origem hematopoiética e que migram para diferentes tecidos, maturando de acordo com a necessidade e ação em processos pró-inflamatórios. O mastocitoma canino possui diferentes formas de se manifestar, o que dificulta o reconhecimento primário pelo tutor e, muitas vezes, sendo tardiamente diagnosticado, com isso evoluindo e despertando maiores chances de se metastatizar de forma regional pela via linfática para linfonodos sentinelas e distante, baço e fígado. A graduação histológica classifica o mastocitoma como baixo ou alto grau, mas mesmo após a graduação ainda há dúvidas sobre o comportamento, que pode ser metastático mesmo no tecido de baixo grau. Já é estabelecido o papel da matriz extracelular e a interação com as células como uma chave importante na evolução tumoral, mas que ainda foi pouco investigada no mastocitoma canino. Por isso, este trabalho, apresenta uma revisão de literatura e estudos experimentais, sendo apresentados na forma de quatro artigos, focados na matriz extracelular e seus componentes colágenos e não colágenos, e no cultivo 3D de células derivados dos tumores. No primeiro capítulo foi realizado uma revisão de literatura, abordando o desenvolvimento dos mastócitos de forma fisiológica até a transformação maligna, com isso colocar os principais achados relacionados a biologia tumoral, diagnostico e tratamentos atuais mais relevantes ao mastocitoma canino. O segundo capítulo, compreende a análise ultraestrutural do mastocitoma canino, comparando a graduação alta e baixa, em relação a arranjo, organização das fibras, quantidades de colágenos e a descrição desses componentes com as células, através de colorações histológicas e microscopia eletrônica de varredura. As características estruturais diferentes entre os dois graus de tumor, demonstraram diferenças significativas e que se assemelham a outros tipos de tumores agressivos. Após o detalhamento estrutural, no terceiro capítulo, buscou-se a investigação dos componentes colágenos e não colágenos como forma de estabelecer uma correlação com o mastocitoma de alto e baixo grau, objetivando avaliar novas moléculas como critério progmóstico. Por fim, no quarto capítulo buscou-se obter uma análise da matriz extracelular do mastocitoma, de forma a obter um protocolo para decelularização do tecido, bem como o estabelecimento de um cultivo primário 2D e posterior cultivo 3D, com a obtenção de esferóides para serem utilizados como uma ferramenta in vitro para teste de alvos terapêutico e mimetizar a resposta individual dos pacientes. Portanto, conlui-se que a matriz extracelular com seus componentes demonstrou aspectos importantes, apresentando moléculas que podem futuramente serem utilizadas como alvo terapêutico no mastocitoma canino. |